28 de janeiro de 2014

Proteste reprova 14 suplementos para atletas






Dos 20 suplementos testados, 14 foram reprovados pela Proteste Thinkstock

A Proteste testou 20 suplementos proteicos para atletas e constatou que apenas seis trazem os valores corretos de proteína e carboidrato nos rótulos. Cinco deles têm menos proteínas, 13 mais carboidrato e um menos carboidrato do que os indicados nas embalagens.

As maiores variações foram encontradas no Four Whey Protein 1 (Suplemente - Alimentação Avançada), que contém 844% a mais de carboidrato e 34% a menos de proteína. O Triple Matrix Whey NO (Body Action) tem 320% a mais de carboidrato e 43% a menos de proteína, e o Extreme Whey Protein (Solaris Sports Nutrition) tem 288% a mais de carboidrato e 30% a menos de proteína.

A legislação permite uma variação de 20% para mais ou para menos nas quantidades dos nutrientes declarados no rótulo. Ainda assim, os 14 produtos reprovados estão fora dos parâmetros legais.

O suplemento 100% Whey Gold Standard (Optimun Nutrition) se saiu bem na análise laboratorial, mas não traz em seu rótulo a frase: “Este produto não substitui uma alimentação equilibrada e seu consumo deve ser orientado por nutricionista ou médico”, o que contrataria a determinação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A ausência da frase também foi encontrada nas embalagens das marcas Elite/Whey Protein Isolate (Dymatize Nutrition), Four Whey Protein (Suplemente - Alimentação Avançada), Isofort/Whey Protein Isolate (Vitafor) e 100% Whey Xtreme (X-Pharma).

As cinco marcas que tiveram todos os itens bem avaliados foram: Top Whey 3W (Max Titanium), 100% Pure Whey (Probiótica), Isofusion (Gaspari Nutrition), Whey Protein Isolate (Now Sports) e 100% Whey Fuel (Twinlab).

Embora não traga riscos à saúde, as alterações na composição nutricional podem fazer com que o atleta não alcance o resultado esperado, principalmente se sua dieta estiver calculada em função dos valores nutricionais fornecidos no rótulo.

Por isso, a Proteste enviou os resultados do teste à Anvisa e às Vigilâncias Sanitárias do Rio de Janeiro e São Paulo, pedindo a retirada dos produtos irregulares do mercado. E também enviou ofício aos Procons das duas cidades, pedindo a abertura de procedimento administrativo para adequação das rotulagens.



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