Nutrição, Exercícios Físicos e Obesidade




Percebeu no título desse post que não usei a palavra emagrecimento? Porque o post de hoje vai falar em como a nutrição esportiva e os exercicios podem auxiliar quem tem obesidade e quer sair desse quadro. Sei bem que o caminho é através de um emagrecimento saudável.

A obesidade é uma doença crônica, que precisa ser tratada de forma multidisciplinar. É preciso integrar diversos especialistas ao seu tratamento, abrangendo, inclusive, exercícios físicos. Para isso, nutricionista, cardiologista, fisioterapeuta e clínico geral devem estar bem alinhados, sendo responsáveis, também, pela supervisão para que a sua atividade física seja adequada, própria para o seu estágio de sobrepeso e com exercícios assertivos, que colaborem para a perda de peso sem estressar o corpo e ao mesmo tempo para levar a mais nutrientes e oxigênio para as células, ao melhorar a circulação sanguínea.

O diagnóstico da obesidade é feito por meio do cálculo de IMC (índice de massa corporal). Pacientes com IMC acima de 30 kg/m2 são considerados obesos. O cálculo é feito da seguinte maneira: divide-se o peso (em quilogramas) pela altura (em metros) ao quadrado. A obesidade pode ser classificada em três tipos:

Sobrepeso - O paciente é classificado com sobrepeso quando ele está com o IMC entre 25 e 30. Pacientes com sobrepeso já apresentam sintomas típicos da obesidade.

Obesidade - A obesidade é caracterizada quando o IMC do paciente já é mais alto do que 30. O paciente já pode apresentar doenças relacionadas à obesidade como a diabetes.

Obesidade mórbida - A obesidade mórbida é o tipo mais grave de obesidade. Um paciente é classificado com obesidade mórbida quando seu IMC é maior do que 40. A maioria dos pacientes com obesidade mórbida não consegue mais se locomover e precisa de cirurgia para reverter o caso.

A princípio o tratamento para obesidade é feito de maneira conservadora com reeducação alimentar aliada a atividades físicas. O objetivo da reeducação alimentar é diminuir a ingestão calórica e orientar o paciente a comer os alimentos corretos e mudar seus hábitos alimentares. Este processo é feito com a orientação de um nutricionista e também tem como objetivo melhorar a saúde e prevenir doenças, ou controlar doenças já existentes (como a hipertensão e a diabetes).

Melhorar a experiência do público obeso ao longo do processo de emagrecimento é um desafio para profissionais de nutrição e de educação física. Por isso, a introdução de algumas práticas simples pode ajudar na criação do plano de exercício ideal. A ideia é que a atividade seja vista da forma mais natural possível, e não como um compromisso obrigatório e desagradável.

Além da avaliação física, é preciso ter acesso ao histórico médico da pessoa. Doenças como pressão alta, diabetes e problemas de circulação exigem mais, tanto do corpo do paciente quanto do preparo do treinador. Cada exercício deve ser adaptado e cuidadosamente acompanhado.

Os pacientes obesos têm dificuldades tanto para encontrar uma rotina de exercícios adequada quanto para manter a motivação na prática. Além disso, é comum que esse público lide com doenças associadas ao ganho de peso, o que limita a adoção de certas modalidades.

Junto ao desenvolvimento do treino personalizado, é importante estimular o paciente a procurar um nutricionista a fim de que inicie um programa de reeducação alimentar. Aliar os dois fatores trará resultados mais rápidos, servindo de estímulo para que o aluno não desista.

Também vale ficar atento à desidratação. Por terem mais dificuldade de regular a temperatura corporal, pessoas obesas estão mais suscetíveis a esse risco, especialmente em dias quentes.

Em muitos casos, a obesidade está associada a outras patologias e a cura tem que ser feita através de medicamentos, alimentação e exercícios físicos. É aconselhável o trabalho multidisciplinar para que haja sucesso e o cliente apresente uma condição de saúde próxima da normalidade.

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