20 de abril de 2014

12:55

Principais tipos de suplementos nutricionais


Suplementos nutricionais: Para alguns especialistas, produto pode ser gasto desnecessário de dinheiro

Na teoria, suplementos nutricionais são indicados quando a alimentação não é suficiente para oferecer todos os nutrientes que uma pessoa precisa para se manter saudável. No caso de quem utiliza os produtos para ajudar no ganho de massa muscular, essa lógica é um pouco diferente. Mesmo a comida tendo os nutrientes necessários para promover o ganho da massa muscular, alguns especialistas defendem que os suplementos são uma forma mais prática de obtê-los de uma só vez. Além disso, certos produtos oferecem proteínas e carboidratos que são absorvidos rapidamente pelo corpo, o que, segundo eles, pode acelerar os efeitos positivos da nutrição

Whey protein

O que é: Mistura de carboidrato, gordura e principalmente proteína. O whey é um tipo de proteína extraída do soro do leite em um processo que retém apenas as moléculas menores do nutriente e, por isso, é absorvida mais rapidamente pelo organismo.
 
Para que serve: Por conter proteínas que são rapidamente absorvidas, costuma ser indicado após um treino de força para suprir a necessidade proteica do corpo para regenerar o músculo após exercícios do tipo.
 
Indicação: De acordo com Antonio Lancha Junior, professor de nutrição da Escola de Esporte e Educação Física da USP, o whey protein pode ser benéfico a pessoas que praticam alguma atividade física de resistência e desejam conquistar músculos ou a idosos com tendência a perder massa muscular.
 
Cuidados: A quantidade de proteína ingerida ao dia não deve ultrapassar 2 gramas para cada quilo de peso total do atleta, segundo o professor da USP. Por isso, ao incluir whey protein na dieta, é preciso assegurar-se que a alimentação e o suplemento, juntos, não excederão essa quantidade. Uma dieta rica em proteína sobrecarrega os rins e pode levar a distúrbios renais, além de elevar o risco de morte.

Creatina

O que é: Nutriente composto por aminoácidos presente em qualquer tipo carne e nas células do corpo humano, inclusive as musculares. Dentro delas, a creatina se une a uma substância chamada fosfato, e a dupla tem a função de armazenar energia.
 
Para que serve: Exercícios de resistência exigem maior produção de energia pelas células musculares, aumentando a necessidade de creatina. O suplemento ajuda na reposição energética das células musculares após um treino de força. "Na prática, a creatina não faz com que uma pessoa consiga carregar mais peso, mas que ela faça mais repetições de um determinado exercício, aumentando o estímulo para ganhar massa muscular", diz o professor da USP Antonio Lancha Junior.
 
Indicação: De acordo com o fisiologista do esporte Turíbio Leite de Barros, quanto maior o estímulo para o músculo gastar a creatina das células, mais amplo o benefício do suplemento. Ou seja, os resultados do suplemento aumentam quando mais intensa e frequente for a atividade física.
 
Cuidados: Assim como a proteína, a creatina é quebrada em aminoácidos quando sintetizada pelo organismo. O excesso de aminoácidos precisa ser jogado fora pela urina, trabalho que é realizado pelos rins. Por isso, doses altas de creatina podem sobrecarregar o órgão e prejudicar a função renal.

BCAA

O que é: BCAA é a sigla em inglês para aminoácidos em cadeia ramificada. É composto por moléculas formadas por três aminoácidos que são intensamente processados pelos músculos, que os usam como fonte de energia.
 
Para que serve: Os aminoácidos presentes no suplemento ajudam a inibir e reparar o dano muscular que o exercício de força provoca. Na prática, evitam dores após a atividade física. "Com isso, a pessoa consegue melhorar o desempenho no próximo treino, ajudando indiretamente no ganho de massa muscular", diz o fisiologista Turíbio Leite de Barros. 
 
Indicação: O BCAA não surte efeito caso uma pessoa não precise se recuperar de um treino de força. Por isso, é indicado a quem pratica exercícios físicos e sente necessidade de regenerar os músculos para o treino seguinte.
 
Cuidados: Assim como a creatina, exagerar no BCAA faz com que o corpo tenha que jogar fora aminoácidos em excesso, um trabalho que sobrecarrega os rins, podendo causar problemas sérios no órgão.

Maltodextrina

O que é: Carboidrato proveniente do amido de milho que tem alta absorção pelo corpo.
 
Para que serve: Uma atividade física intensa gasta a reserva de energia que há dentro das células musculares, a qual precisa ser reposta em forma de carboidrato. "Sem carboidrato, o corpo pode usar o estoque de proteína para transformá-la em energia, diminuindo a massa muscular", diz o fisiologista Turíbio Leite de Barros. A maltodextrina fornece carboidrato — ou seja, energia – de forma rápida para que uma pessoa se recupere de um exercício muito intenso e não perca massa muscular.
 
Indicação: O suplemento é recomendado para praticantes de atividades muito intensas, como maratonistas ou pessoas que combinam dois treinos aeróbicos de alta intensidade, por exemplo.
 
Cuidados: Consumir carboidrato é essencial após um treino de força, mas apenas a quantidade necessária para repor a energia gasta durante o exercício. Em excesso, ele deixa de ajudar no ganho de massa muscular e se transforma em gordura corporal, ou seja, engorda. Além disso, a maltodextrina é um carboidrato de rápida absorção, o que significa que aumenta os níveis de glicose no sangue e, em grandes quantidades, ajuda a elevar o risco de diabetes.

Termogênicos

O que são: Substâncias que estimulam o metabolismo. Existem diversos tipos de termogênicos, inclusive alguns compostos por substâncias proibidas, como anfetaminas e hormônios da tireoide, como T3 e T4. No Brasil, apenas os feitos a partir da cafeína são aprovados.
 
Para que servem: Ao estimular o metabolismo, ajudam a melhorar o desempenho nos exercícios físicos e a queimar mais calorias.
 
Indicações: Pessoas que desejam mais disposição para praticar atividade física.
 
Cuidados: O suplemento tem um abrangente grupo de risco. Por isso, antes de tomá-lo é recomendável consultar-se com um médico. Os indivíduos com problemas cardiovasculares, hipertensão e aqueles com histórico de doenças psiquiátricas devem manter distância do produto. O uso inadequado pode causar arritmia, insônia, infarto, AVC e até morte súbita.






15 de abril de 2014

18:40

5 notícias que você precisa saber sobre Nutrição


1. Carne bovina mais equilibrada

Carne desenvolvida por cientistas brasileiros tem mais vitamina E e selênio e menos colesterol

No que depender do pesquisador Marcus Zanetti, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo, aquela orientação de comer carne vermelha, no máximo, três vezes por semana tem tudo para ficar no passado. É que, depois de adicionar vitamina E e selênio à ração dos animais, ele obteve um bife mais saudável, cheio desses antioxidantes. "Ainda tivemos uma surpresa: o alimento apresentou menos colesterol", comemora o especialista. O efeito parece estar associado à interferência do selênio em enzimas envolvidas na síntese da molécula gordurosa no organismo do boi. E os resultados já aparecem na prática. Ao avaliar idosos que consumiram essa carne especial, Zanetti percebeu que o colesterol deles caiu mais do que o de outros grupos. Agora é torcer para que o produto chegue logo ao mercado.


2. Aspartame é seguro para a saúde

Especialistas europeus concluem que o aspartame não oferece perigo à saúde

Essa é a conclusão da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos após revisar várias análises sobre o adoçante. Normalmente usado em refrigerantes diet, ele só ofereceria risco se o consumo ultrapassasse os 40 miligramas por quilo de peso corporal - um valor difícil de ser alcançado. Para o endocrinologista Antônio Roberto Chacra, da Universidade Federal de São Paulo, o parecer é adequado. "Nenhum trabalho apontou consequências prejudiciais ao organismo", frisa. Vale lembrar, porém, que ele continua contraindicado a quem tem uma doença genética chamada fenilcetonúria.


3. Dieta rica em fibras pode atenuar a asma

1 concha média de soja apresenta 23,9 gramas de fibras.


A descoberta é assinada por pesquisadores do Hospital Universitário Lausanne, na Suíça. Para chegar à constatação, eles deram três tipos de dieta às cobaias: pobre em fibras, enriquecida com as substâncias ou padrão. Depois, expuseram os animais a um extrato de ácaros para provocar uma resposta alérgica neles. Foi quando perceberam que, comparados aos outros grupos, os bichos alimentados com doses caprichadas de fibras sofreram uma reação menos intensa ao alérgeno. "O experimento é interessante porque dá pistas sobre os mecanismos por trás desse elo", comenta a alergista Ana Paula Moschione Castro, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Segundo ela, tudo leva a crer que as fibras modificam a flora intestinal, culminando na multiplicação de bactérias boas. Essas, por sua vez, desempenham várias funções, como ajudar na formação de ácidos graxos capazes de reduzir processos inflamatórios. O que resultaria, em última instância, em menos muco nas vias aéreas. "Aí as crises não seriam tão desconfortáveis", raciocina Ana Paula. Apesar de o projeto ter sido conduzido com camundongos, uma coisa é certa: colocar fibras na rotina só tende a beneficiar a saúde.


4. Arroz integral no controle do diabete

A recomendação é consumir 2 colheres grandes de arroz integral por dia.


Você certamente já ouviu que trocar o arroz branco pelo integral favorece a saúde, certo? Pois outro estudo dá força à recomendação. Ao oferecer refeições com um dos dois cereais a 15 adultos cheinhos por cinco dias, o médico Viswanathan Mohan, da Fundação Madra de Pesquisa em Diabete, na Índia, percebeu uma queda de 20% nos níveis de glicose e de 60% na liberação de insulina quando o prato era composto pela versão integral do grão. "Ele ajudaria, portanto, a prevenir ou conter o diabete", conclui o especialista. Tudo porque reúne mais fibras e micronutrientes, como magnésio, vitaminas do complexo B e fitoquímicos.


5. O sorvete ideal na menopausa

O sorvete desenvolvido por nutricionistas brasileira apresenta substâncias que prometem aliviar sintomas do climatério

No projeto de conclusão do curso de nutrição e dietética da Escola Técnica Estadual Carlos de Campos, em São Paulo, as alunas Deuza Maria Antunes da Rosa e Thaiane da Silva Rios criaram um sorvete capaz de aliviar os fogachos típicos do climatério. O segredo? Ele concentra inhame, extrato solubilizado de soja e beterraba. "Esses itens possuem fitoestrógenos, substâncias de estrutura química semelhante à de nossos hormônios", explica a nutricionista Mônica de Oliveira Costa, orientadora do trabalho. Já a abóbora, usada na massa, e as nozes, que incrementam a calda, oferecem vitaminas e minerais essenciais para garantir o bem-estar nessa fase. Deuza e Thaiane patentearam a fórmula e agora pretendem vendê-la para uma sorveteria.
 

9 de abril de 2014

14:03

Suplemento alimentar só tem efeito para quem faz atividade física


O consumo de suplementos alimentares cresceu 23% ao longo do último ano no Brasil. Eles são muito usados por quem quer perder peso ou ganhar massa muscular. No entanto, esse poder vai além, e serve também para complementar os nutrientes que a gente nem sempre consegue absorver só com a comida. Ao mesmo tempo em que podem ajudar, esses suplementos também podem fazer mal à saúde, se tomados da maneira incorreta. Por isso, o ideal é sempre procurar um médico ou um nutricionista antes de começar a consumi-los.

Existem vários tipos de suplementos, mas, na maioria das vezes, a composição é bem parecida. Os suplementos mais comuns, como o whey e o BCAA, são formados basicamente por proteínas – com teor muito baixo de gordura, para que não se torne muito calórico. Os suplementos, em geral, são indicados para atletas, e não adianta nada tomá-los sem fazer exercícios. O suplemento aumenta a quantidade de proteínas no corpo que vão se associar às fibras musculares, mas é a atividade física quem realmente causa o ganho de massa muscular.

De toda forma, quem toma o suplemento deve ter um objetivo específico, porque o que ajuda a ganhar massa muscular não funciona da mesma forma do que é usado para perder medidas. A melhor hora para tomar o suplemento é até 30 minutos depois da atividade física, porque é neste momento que ocorre o ganho de massa muscular. Para facilitar o processo, o ideal é consumir algum carboidrato junto com o suplemento – um suco de fruta, por exemplo. Aliás, o carboidrato também é indicado antes do exercício, pois é uma ótima fonte de energia.

Se o objetivo é ganhar massa, o exercício mais indicado é a musculação. Se a ideia é perder peso, atividades aeróbicas, como a caminhada, são mais importantes. O suplemento não é indispensável em nenhum dos dois casos, apenas acelera o processo.

As pessoas que desejam iniciar o uso de suplementos alimentares devem verificar os nutrientes que o constituem e quais são as doses diárias que devem ser consumidas, para evitar os efeitos colaterais do excesso de proteínas no corpo.
Se os suplementos forem consumidos da forma errada, podem acarretar problemas nas funções dos rins e do coração. Outros efeitos indesejados são o suor excessivo, insônia, dor e cansaço e aceleração do batimento cardíaco.
Também é possível que ocorra ganho excessivo de peso, principalmente quando a pessoa toma o suplemento e não faz exercícios o suficiente para queimar toda a energia consumida. O mesmo acontece se a pessoa consumir os suplementos sem mudar a dieta em nada – o consumo de calorias só aumenta.
00:29

Doença celíaca aumenta o risco de complicações coronarianas

Doença celíaca aumenta o risco de complicações coronarianas

Em comparação com a população em geral, portadores de doença celíaca apresentam quase duas vezes mais chances desenvolver a doença arterial coronariana, de acordo com um grande estudo apresentado no congresso do ACC (American College of Cardiology). Mesmo os pacientes com idade inferior a 65 anos apresentaram um risco maior.

A doença arterial coronariana é a principal causa do infarto do miocárdio (ataque cardíaco), e caracteriza-se pela formação de placas de gordura, chamadas de ateromas, nas artérias do coração (aterosclerose coronariana).

A doença celíaca tem origem autoimune. Essa patologia afeta o intestino delgado de adultos e crianças geneticamente predispostos, sendo precipitada pela ingestão de alimentos que contêm glúten. A doença causa atrofia da mucosa do intestino delgado, causando prejuízo na absorção dos nutrientes. Os sintomas podem incluir diarreia, dificuldades no crescimento e desenvolvimento (em crianças) e fadiga, embora possam estar ausentes em muitos indivíduos.

"Os médicos de cuidados primários, gastroenterologistas, cardiologistas e outros profissionais da saúde precisam estar atentos aos seus pacientes com doença celíaca, pois estes são mais propensos a desenvolver complicações coronarianas", disse um dos autores do estudo, o Dr. Rama Dilip Gajulapalli, pesquisador da Cleveland Clinic (Ohio, Estados Unidos).

O mecanismo possível para o aumento do risco pode estar relacionado com a inflamação crônica observada em celíacos. "As pessoas com doença celíaca apresentam uma inflamação persistente de baixo grau que pode acelerar o processo de aterosclerose coronariana. Nossos resultados reforçam a ideia de que a inflamação crônica, seja a partir de uma infecção ou doença crônica, podem acelerar o processo de aterosclerose coronariana", conclui o Dr. Gajulapalli.

Fonte: American College of Cardiology 2014 Scientific Sessions.

Comentários do Dr. Tufi Dippe Júnior - Cardiologista de Curitiba - CRM/PR 13700

Resultados semelhantes foram observados em portadores de outra doença inflamatória crônica, a artrite reumatoide. O colesterol é a "matéria-prima" para o desenvolvimento da aterosclerose, e  a inflamação crônica parece ser o "combustível". Parece razoável que adultos portadores de doença celíaca sejam avaliados quanto ao seu risco de desenvolver complicações coronarianas, como o infarto do miocárdio.

5 de abril de 2014

17:39

Entre em forma com atividade física e alimentação adequada


Na vontade de perder peso de forma rápida, muitas pessoas passam horas sem comer, apelam para dietas ‘milagrosas’, se matam na academia e no final do mês não veem nenhum grama a menos na balança. O ideal é aliar atividades físicas e alimentação adequada. Mais importante do que perder peso, é perder gordura corporal. Uma dieta adequada aliada a atividade física garante a perda de gordura sem comprometer a massa magra, além de aumentar o gasto energético e acelerar o metabolismo.

Alimentação pré e pós-treino: nutricionista orienta como deve ser feito

Para que a atividade física possa trazer resultados ainda mais positivos e chegar ao objetivo de perder as gorduras indesejáveis, é importante ter uma alimentação correta tanto antes como depois da atividade. A  refeição pré-treino deve ser feita de 30 a 60 minutos antes de iniciar a atividade, “deve conter uma quantidade adequada de carboidratos complexos e proteínas, que aumentam significativamente os níveis de glicogênio nos músculos e no fígado, um importante fator para melhorar o desempenho e rendimento. Batata doce, ou mandioca, acompanhada de peito de frango ou panqueca de aveia com claras e banana são exemplos. 

Após o treino é o momento em que os músculos se preparam parar reestabelecer a energia gasta e é aumentada a entrada de nutrientes, a chamada: ‘janela da oportunidade’. O uso de suplementos nesse momento é muito interessante, devido a rápida absorção. São esses: whey protein, dextrose, maltodextrina, waxy maize, bcaa, glutamina, HMB, eetc

Além disso, uma refeição após o treino deve conter uma boa quantidade de proteínas de alto valor biológico, carboidratos complexos e deve ser restrita ao máximo em gorduras. Exemplos: Batata inglesa ou batata doce, com peito de frango, legumes e verduras ou arroz branco com peixe, legumes e verduras.

Suplementos Alimentares: é necessária a orientação de um profissional

Existem muitos suplementos com eficácia comprovada que aumentam o rendimento e trazem vários benefícios, existem outros que apenas tornam a vida mais fácil, visto que é difícil ter tempo para elaborar todas as refeições diárias. Mas qual o suplemente é o mais indicado para cada pessoa é o profissional da área quem vai dizer.

A maioria das pessoas que usam suplementos sem a orientação de um nutricionista esportivo, certamente depositará toda sua esperança nesse suplemento. É muito comum o gordinho sair da loja com um termogênico e o magrinho com um pote de hipercalórico. Não podemos esquecer que sem uma nutrição correta e um treinamento adequado de nada servirão esses suplementos, eles apenas auxiliam na elaboração de uma dieta.
Existem alguns suplementos que só trazem benefícios ao fabricante, ou seja, não servem pra nada, principalmente quando o assunto é queima de gordura. A desinformação ainda é muito grande quando o assunto é suplementação alimentar. A pessoa que diz que suplemento faz mal provavelmente é aquela sedentária que come um pastel frito com coca cola no meio da tarde.

2 de abril de 2014

09:00

Dieta para atletas e para pessoas fisicamente ativas




É bem estabelecida nos dias atuais a importância da prática regular de exercícios físicos, tanto no contexto de saúde, como no contexto estético. Neste universo, o padrão nutricional também tem papel considerável nestas variáveis: saúde e estética.

O que pouco se discute, diz respeito à interação entre esses dois fatores: dieta e exercício. Sabe-se que o exercício tem papel fundamental no controle do balanço calórico das 24 horas e que dietas restritivas geralmente apresentam repercussões favoráveis no controle ponderal quando associadas a programas de exercícios físicos. Porém, não é prudente iniciar a prática de exercícios físicos em jejum ou seguindo dietas restritivas que não levam em consideração o fator exercício físico.

Se por um lado temos uma população cada vez mais acometida por doenças decorrentes de um padrão de vida inadequado associado a um padrão nutricional de baixa qualidade e hábitos sedentários, o que acarreta em condutas, muitas vezes, restritivas, no que diz respeito à ingestão de calorias, sejam estas provenientes de carboidratos ou gorduras, por outro lado, temos indivíduos fisicamente ativos, que acabam baseando-se nessas orientações restritivas para fazer suas escolhas dietéticas, o que pode acarretar em efeitos deletérios à saude.

Ou seja: o padrão nutricional adequado para portadores de algumas patologias não é o padrão nutricional adequado para indivíduos fisicamente ativos. Existe hoje, não só no Brasil, como na maioria dos países do mundo, uma confusão entre suplemento nutricional para atletas ou pessoas fisicamente ativas e suplementação do atleta ou do indivíduo ativo.

O atleta necessita de um estoque de glicogênio - forma que o organismo armazena glicose no músculo ou fígado - para gerar energia em competições que são caracterizadas por alta intensidade ou grandes durações. Na maioria dos casos, a depleção dos estoques de glicogênio do atleta culmina com a diminuição da performance. Sabemos que após a depleção dos estoques de glicogênio, a perpetuação do exercício físico se dá tendo como substrato energético os aminoácidos, muitas vezes, provenientes da musculatura esquelética.

Para o indivíduo que é fisicamente ativo, sugestões de ingestão de frutas ou barras de cereais são prudentes. Para o atleta, existem alguns atritos na literatura científica, apesar dos quais, a sugestão de ingestão de carboidratos complexos nas grandes refeições (arroz, batata, massas em geral), principalmente no almoço, para otimizar a reposição dos estoques de glicogênio, constantemente depletados nos treinos, torna-se prudente.

Se os exercícios têm duração superior a 90 minutos, sugere-se a reposição hídrica (água, água de coco, isotônicos) a cada 15 minutos, a partir dos primeiros 45-60 minutos, com volume aproximado de 150mL. Nesses exercícios, a ingestão de carboidratos de média complexidade (maltodextrina) é uma boa estratégia para não depletar o estoque de glicogênio.

Já no período pós-treino, a ingestão de carboidratos de rápida absorção (simples: glicose, frutose e galactose) otimiza a reposição do estoque de glicogênio, muitas vezes, depletado. Ou seja, a alimentação pré-treino e pós-treino apresenta repercussões consideráveis na perpetuação da musculatura esquelética, que é o tecido metabolicamente ativo, trazendo realmente mais benefícios à saúde.

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