29 de maio de 2013

11:40

Entenda a doença celíaca: adeus glutén!


Pães, massas, bolos, biscoitos, coxinhas e quibes têm muito em comum. Além de agradar à maioria dos paladares, também contêm o glúten em sua composição. O que pode não significar muito para a maioria das pessoas é um risco para quem tem doença celíaca, um mal que atinge boa parte da população mundial. Segundo a Organização Mundial de Gastroenterologia, essa doença atinge 1 em cada 100 adultos e 1 em cada 300 pessoas no mundo. As mulheres são acometidas duas vezes mais do que os homens.
Ao ingerir alimentos que contenham a substância, essas pessoas apresentam diarréia crônica, gases, distensão e cólicas abdominais, sintomas facilmente confundidos com outras doenças. Essa reação contra o glúten causa mais que o mal-estar: acaba afetando a absorção dos nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo. "A insistência em consumir alimentos com glúten atrofia a mucosa intestinal, que perde a capacidade de absorção. Dessa forma, pode provocar desnutrição grave, osteoporose, problemas neurológicos, tudo isso pela falta de nutrientes e vitaminas A, D, E, K, ácido fólico, entre outros", explica o dr. Flávio Steinwurz, gastroenterologista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).

Possíveis fatores que ocasionam essa doença ainda estão em estudo. Por enquanto, sabe-se que uma das causas é genética. Isso porque existe maior incidência em famílias que já apresentam esse quadro. Entretanto, ainda há controvérsias sobre o cromossomo que carrega a predisposição genética para a recusa do glúten pelo organismo.

Cuidados essenciais

Para diagnosticar a doença são realizados testes de sangue, exames para avaliar a gordura nas fezes e endoscopia digestiva alta para verificar se existe atrofia das vilosidades do intestino, com coleta de material para biópsia (com a retirada de uma parte microscópica do intestino para análise).

Podem ser incluídos na dieta biscoitos, pães e confeitos feitos de arroz e flocos de milho, por exemplo. O amido de milho e a farinha de batata servem também para engrossar molhos e cremes.

Quando a doença celíaca é descoberta, o único remédio é a dieta. A simples atitude de deixar de lado produtos que contenham glúten recupera a capacidade de absorção do intestino delgado e o mal-estar desaparece. Ou seja: é necessário evitar trigo, aveia, centeio, cevada, malte e seus derivados, nos quais o glúten está presente. Parece difícil abrir mão de comer as delícias, mas atualmente há várias opções de alimentos saborosos para compensá-las.

De acordo com Priscila Barsanti, nutricionista da Unidade de Gastroenterologia do HIAE, farinha ou amido de milho, farinha de batata, de arroz, de mandioca, polvilho e araruta são substitutos do glúten. "Podem ser incluídos na dieta biscoitos, pães e confeitos feitos de arroz e flocos de milho, por exemplo. O amido de milho e a farinha de batata servem também para engrossar molhos e cremes", orienta.

O portador da doença celíaca deve observar com atenção as embalagens dos produtos nas prateleiras do mercado. Pela lei nº 10.674, de 16 de maio de 2003 todos os alimentos prontos devem ter estampado no rótulo se contêm ou não glúten. Caso haja desconfiança na composição do alimento, o melhor é optar por outra marca.

22 de maio de 2013

11:27

Alimentos indispensáveis para quem pratica atividade física



Todo mundo sabe que uma alimentação saudável e balanceada é importante para manter o peso, ter uma saúde, etc. Mas o que muitas pessoas não sabem é que uma alimentação errada pode te prejudicar até mesmo na hora de praticar atividade física, pode fazer com que seu rendimento seja menor.

Nessa matéria vamos falar sobre alguns alimentos que os praticantes de atividades físicas não podem deixar de fora do seu cardápio diário. Confira!

Carne - o grupo alimentar mais falado quando o assunto é atividade física é o grupo das proteínas, onde a carne está incluída. Isso acontece, pois elas são muito importantes na construção e reparação dos músculos. Outras boas fontes de proteínas são as aves, peixes, ovos, leite e derivados, soja, feijão.

Mas dê sempre preferência às carnes magras e prefira preparações grelhadas, assadas e cozidas.

Arroz - o arroz é um dos principais alimentos da população brasileira e muita gente não sabe que ele pode ser um aliado para ter os resultados que busca com as atividades físicas. Os carboidratos, principal nutriente do arroz, nos fornecem energia, disposição, dão volume aos músculos (glicogênio) e participam ativamente na recuperação do corpo após os exercícios.

Outras fontes importantes de carboidratos são o macarrão, o pão, a batata, a mandioca, entre outros. Sempre que possível, dê preferência a versões integrais.

Azeite - apesar de dever ser consumido com moderação, os alimentos fonte de lipídios, a qual pertence o azeite, não devem ser excluídos da alimentação. Eles colaboram com o fornecimento de energia para o exercício e recuperação. Mas prefira as fontes de gordura vegetal e peixes.

O exercício físico potencializa a formação de radicais livres e quando essa produção ultrapassa a capacidade de defesa antioxidante do organismo, estabelece-se a condição conhecida como "estresse oxidativo" responsável por aumentar a incidência de diversas lesões, alterar o sistema imunológico e reduzir o desempenho.

Morango - o morango é fonte de vitamina C, que atua na melhora do sistema imunológico e auxilia na redução de gordura. Além disso, é um poderoso antioxidante. Outros alimentos fonte de vitamina C são: laranja, acerola, caju, couve.

Germe de trigo - uma das principais fontes de vitamina E, que além de poderoso antioxidante, também favorece o metabolismo muscular. Os óleos vegetais também são excelentes fontes da vitamina.

Castanha do Pará - ela é fonte também de um excelente antioxidante, o selênio. Que além de antioxidante, é importante para o bom funcionamento da tireóide, que como sabemos e responsável por "regular" nosso metabolismo. Peixes e frutos do mar são também fontes de selênio.

Mas de maneira geral, uma dieta rica em verduras, legumes, frutas, e equilibrada em carboidratos, proteínas e lipídios, vai garantir energia e ajudar a conquistar os resultados que almeja com a atividade física.

Por:
Camila Rebouças de Castro
Nutricionista - CRN-3 14.112

21 de maio de 2013

13:47

Comece a emagrecer no inverno

Está pensando em fazer dieta? O inverno é o melhor momento. o inverno
é uma ótima estação para quem quer emagrecer. Muitas pessoas acreditam
que no inverno o metabolismo do corpo fica mais lento e assim
precisa-se de mais gorduras para poder se aquecer. Porém, é no inverno
que o metabolismo acelera, pois o corpo precisa se manter aquecido a
uma temperatura em torno de 36,6ºC, ativando mecanismos naturais que
queimam gorduras acumuladas.

O corpo humano precisa manter constante sua temperatura interna e no
inverno não é diferente.Para conseguir equilibrá-la durante o inverno,
o corpo precisa queimar mais combustível. A dica é evitar o consumo de
calorias e gorduras durante o inverno, pois assim, o corpo terá que
queimar as gorduras que estão no seu corpo para manter a temperatura
no inverno. A dificuldade é que no inverno se encontram as tentações
mais calóricas e difíceis de resistir, como cappuccinos e chocolates
quentes.

Para auxiliar no emagrecimento durante o inverno, é indicada a
ingestão de hortaliças cozidas, como brócolis, couve, couve-flor, e
outras. Mas a dieta durante o inverno não se resume só a vegetais.
Quando sem gorduras, molhos calóricos, maionese, bacon e queijo gordo
as carnes magras e massa são ótimos para a dieta de inverno. O
chocolate quente e o cappuccino, tradicionais do inverno, devem ser
substituídos por uma variedade de chás que você deve tomar bem quente
e com adoçantes não calóricos. Na dieta de inverno, deve-se trocar
alimentos muito calóricos por outras alternativas mais saudáveis, que
farão com que o seu organismo não tenha gorduras, além das que o seu
corpo já acumulou para queimar.

Atividades físicas são essenciais para quem quer emagrecer no inverno,
tanto para estética, quanto para saúde. Escolha alguma atividade que
lhe dê prazer, caminhar na esteira, correr, dançar, ir à academia. É
essencial que essa atividade durante o inverno, não seja um sacrifício
para você.

Para potencializar o emagrecimento durante o inverno, é recomendado o
uso de termogênicos acompanhado de uma dieta saudavel e equilibrada.
Os termogênicos auxiliam na queima de gorduras, que pode ser maior
ainda combinada com exercicios fisicos durante o inverno.

Magra.net.br

16 de maio de 2013

16:37

Almoçar a mesma coisa todo dia auxilia perda de peso, diz estudo


Seguir uma rotina alimentar restritiva torna o organismo habituado a certos timos de alimentos, diz pesquisa Foto: Getty Images Seguir uma rotina alimentar restritiva torna o organismo habituado a certos timos de alimentos, diz pesquisa Foto: Getty Images

Se você é do tipo que não gosta de variar muito no cardápio, um novo estudo traz boas notícias. Aparentemente, o fato de almoçar todos os dias a mesma coisa pode ser uma estratégia efetiva na perda de peso. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail. Cientistas da University of Buffalo e Vermont descobriram que mulheres que almoçaram macarrão com queijo todos os dias da semana consumiram 100 calorias a menos em um período de 24h.

De acordo com os resultados, publicados no American Journal of Clinical Nutrition, seguir uma rotina alimentar restritiva torna o organismo habituado a certos tipos de alimentos e, consequentemente, menos propenso a comer mais. A atriz Jennifer Aniston é uma das famosas que já atribuiu sua boa forma na época do seriado Friends a uma "dieta do tédio", que a fez comer o mesmo tipo de salada por 10 anos.

Embora a ideia pareça maçante, a nutricionista Zoe Bingley-Pullin, que toma sempre o mesmo café da manhã, composto por pão, abacate, tomate e ovos, afirma que o hábito é positivo.  "Somos muito estimulados quando o assunto são as escolhas alimentares. Às vezes nos esquecemos que a comida é apenas um combustível e gastamos muito tempo pensando nisso", observou.

De acordo com a especialista, o segredo para uma dieta saudável é variar menos. "Meu conselho é ter menos opções, mas opções certas". Outros profissionais, no entanto, reforçam que uma dieta muito restritiva pode acarretar outras desordens alimentares.

Lee Holmes, autora do livro Supercharged Foods, afirma que o ideal é não ignorar os próprios desejos. "Obviamente, não estou sugerindo que você coma açúcar e alimentos processados cada vez que tiver vontade. Mas é importante seguir seu instinto e ouvir o que seu corpo precisa", explicou.


16:36

Alimentos enriquecidos com nutrientes prometem prevenir doenças do coração


Alimentos com fitosterol auxiliam no controle do colesterol Getty Images

A indústria de alimentos está investindo cada vez mais em produtos enriquecidos com nutrientes que contribuem para manter a saúde em dia, como cálcio, ômega-3, fibras e ácido fólico. Mas, entre os lançamentos mais recentes do mercado brasileiro estão produtos ricos em fitosterol, como leite em pó e iogurte.

A nutricionista Ana Maria Lottemberg, da USP (Universidade de São Paulo), explica que os fitosteróis são compostos naturais provenientes do reino vegetal que apresentam grande similaridade com a estrutura do colesterol do sangue. Não à toa, contribuem para a redução dos níveis de LDL colesterol, exatamente aquele que faz mal ao coração.

— Todos os vegetais têm fitosterol, sendo a soja sua principal fonte. Mesmo assim, sua quantidade é insuficiente para beneficiar a saúde. Por isso, a importância de recorrer aos alimentos enriquecidos.

A recomendação diária de fitosterol é de 1 a 3 g, no entanto , segundo uma pesquisa feita em São Paulo, os adultos brasileiros consomem uma média de 100 mg diárias. Para atingir a meta, seria necessário ingerir 340 tomates, 168 cenouras ou 120 maçãs diariamente.

De acordo com a SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), cerca de 40% da população brasileira têm taxas elevadas de colesterol. O cardiologista Raul dos Santos Dias, diretor da Unidade Clínica de Lípides do InCor (Instituto do Coração), chama a atenção para a importância de controlar o problema.

— O colesterol elevado é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, que ocupam o primeiro lugar no ranking das causas de morte no mundo.

Além de priorizar uma alimentação balanceada — rica em frutas e legumes e pobre em gorduras e açúcares — o médico adverte para outros hábitos saudáveis que ajudam a combater o colesterol alto.

— Prática regular de atividade física, abandono do cigarro, manutenção do peso, controle da pressão arterial e moderação no consumo de bebidas alcóolicas.


15 de maio de 2013

11:27

Alimento funcional: benefício extra à saúde

É consenso de que saúde e boa alimentação caminham juntas. Há alguns anos, um novo conceito de nutrição vem ganhando adeptos: é a chamada Alimentação Funcional.
Alimento funcional: benefício extra à saúde
Esse conceito foi introduzido primeiramente no Japão, na década de 80, é baseado no cardápio individualizado, leva em conta a saúde, estilo de vida, sexo e as necessidades de cada pessoa para definir o que faz bem ou mal àquele indivíduo.
Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) alimento funcional é definido como "aquele alimento ou ingrediente que, além das funções nutricionais básicas, quando consumido, como parte da dieta habitual, produz efeitos benéficos à saúde".
Os alimentos funcionais têm sido muito estudados e embora não curem, apresentam componentes ativos capazes de prevenir ou reduzir o risco de algumas doenças.
Antes de definir o cardápio, vale consultar um nutricionista para que as escolhas e porções sejam bem feitas e balanceadas para as necessidades reais de cada indivíduo.
Confira na tabela abaixo alimentos que têm seus benefícios comprovados cientificamente e devem fazer parte da dieta diária. Conheça também um cardápio funcional balanceado.

Parceiros da boa alimentação

AlimentosBenefícioQuantidade
SojaRedução do colesterol ruim (LDL), ajuda a diminuir os sintomas da menopausa25g a 60 gramas por dia
Aveia integralReduz os níveis de colesterol, inclusive o LDL40 a 60 gramas por dia
PeixesRedução do risco de doenças cardiovascularesTrês porções por semana
AlhoDiminuição da pressão arterial e dos níveis de colesterolum dente de alho por dia, de preferência, cru
Chá verdeRedução do risco de câncer de esôfago e gástrico4 a 6 xícaras por dia
Tomate, goiabaAção oxidante e redução do risco de câncer de próstata10 porções semanais
Espinafre, CouveDiminuição do risco de degeneração macular e de catarata1 colher de sopa por dia
Cenoura, Manga, AbóboraPercursos da vitamina A, com ação hipotensiva1 porção diária
Vinho tintoRedução de colesterol, estimulação do sistema imunológicouma taça por dia (mas atenção pois não deixa de ser uma bebida alcoólica)
Óleo de linhaça, nozes amêndoas, castanhas e azeite de olivaO ácido graxo tem ação imonológica e anticancerígena1 colher de sopa ao dia
MaçãPrevenção de eventos cardiovasculares, trombose e câncer de pulmão1 maçã por dia

8 de maio de 2013

11:06

Nutrição na Educação Física Escolar



Mostramos até agora evidencias da presença constante da nutrição nas áreas de treinamento esportivo, mas estas não se restringem a este campo, estão presentes também na educação física escolar.

O estudo: Alimentação na escola como forma de atender às recomendações nutricionais de alunos dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPS), realizado na Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" campus/USP Piracicaba Silva (1998) conclui que é necessário corrigir falhas do conteúdo nutricional das refeições distribuídas na escola, pois as mesmas constituem parte fundamental do consumo alimentar dos alunos dos CIEPs.

Achamos que resultados de pesquisas como esta devem ser conhecidos pelos professores que trabalham com os escolares especialmente o Educador Físico, pois é na aula de educação física que a demanda energética pode aumentar além dos níveis das aulas em sala de aula por conta da atividade física, assim, podem ocasionar um déficit calórico ainda maior. Portanto, o Educador Físico de escolares deve conhecer as condições dos alunos, inclusive nutricionais, para desempenhar seu papel com máxima eficiência e preservação da saúde. Preferencialmente que estas condições nutricionais dos alunos não sejam conhecidas apenas através do possível bom senso e sim por avaliações metódicas mesmo que simples, dos escolares. Atualmente existem muitos modelos de inquéritos nutricionais que auxiliam no conhecimento do estado nutricional tanto de crianças como de adolescentes e adultos. Ressaltamos que a escolha do modelo, aplicação e interpretação exigem a presença de um Nutricionista.

Infelizmente, temos notado que a realidade reportada pela pesquisa acima, está presente em outras partes de nosso país, principalmente pela cobertura atual da mídia que vem explorando o assunto, que ganhou notoriedade com programas de combate a fome. Portanto, receamos que se os números noticiados forem verdadeiros a probabilidade de educadores físicos que lecionam para escolares encontrar crianças subnutridas seja alta.

Costa e Ribeiro (2001), acreditam em um função maior para a merenda escolar, no estudo: Programa de Alimentação escolar: Espaço para Aprendizagem e Produção de Conhecimento, colocam: "As atividades práticas executadas no serviço de alimentação escolar podem ser objeto das atividades pedagógicas executadas pelos professores e intermediadas pelo Nutricionista".

Salientam também a possibilidade de inclusão da: "[...] aprendizagem em saúde e nutrição como parte da cultura do serviço de alimentação escolar, produzindo conhecimento significativo". (COSTA E RIBEIRO 2001)

Concluem deslumbrando a possibilidade de somar uma função ao nosso ver nobre ao programa (COSTA E RIBEIRO 2001).

"O Programa de Alimentação Escolar tem se resumido, muitas vezes, no fornecimento de lanches ou refeições no intervalo das atividades escolares. Entretanto, existem possibilidades, que podem ser usadas pelo Nutricionista responsável pelo Programa, para desenvolver atividades educativas em nutrição, visando à promoção da saúde da comunidade escolar".

Mostram assim, a possibilidade do ato de alimentar-se na escola ser educativo, levando os escolares a adquirirem conhecimentos sobre nutrição, o que imaginamos ser de grande importância para todas as escolas. Pois, mesmo com ampla disponibilidade de alimentos que os alunos mais favorecidos economicamente têm, é possível que sejam mal nutridos e sofram carência de algum nutriente (vitaminas, por exemplo), por consumirem alimentos pobres em nutrientes e muitas vezes ricos em calorias. Ocorrendo assim a obesidade e a desnutrição ao mesmo tempo.

Na pesquisa: Educação nutricional em serviços públicos de saúde (1999), realizada no Departamento de Enfermagem de Ciências Médicas da Universidade estadual de Campinas (BOOG 1999):

"As conclusões referem-se à necessidade de implementação de atividades de educação nutricional nos serviços de saúde, às dificuldades dos profissionais para abordar problemas relativos à nutrição e à necessidade de discutir o ensino de nutrição nos cursos da área da saúde".

Sendo educação física um curso da área de saúde, e de caráter pedagógico tão presente, corroboramos a opinião de que há "[...] à necessidade de discutir o ensino de nutrição nos cursos da área da saúde".

O Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, realizou uma: Análise da composição dos gastos com alimentação no Município de São Paulo (Brasil) na década de 1990. Objetivando "Identificar as estruturas de consumo alimentar no Município de São Paulo, de 1990 a 1996, e compará-las com as derivadas de cestas de alimentos balanceados (CA)" (BARRETO E CYRILLO 2000). E concluíram que: "Infere-se a existência de uma provável inadequação dietética nos domicílios de São Paulo e de riscos associados a uma ingestão insuficiente de legumes, verduras e frutas".

Atribui-se um maior consumo de produtos industrializados a ação do Marketing, pois os preços destes produtos aumentaram relativamente mais que o das frutas e legumes. Portanto seria razoável indicar que os educadores (incluindo os físicos) sejam instrumentos da veiculação de uma alimentação mais adequada, "verduras e frutas são alimentos ricos em vitaminas, minerais antioxidantes e fibras; conseqüentemente, são agentes importantes na prevenção das doenças crônico-degenerativas" (BARRETO E CYRILLO 2000). Enquanto o marketing vem agindo no sentido contrário:

"Portanto, a diminuição na parcela dos orçamentos familiares relativa aos produtos in natura, conforme descrito, representaria um risco potencial à maior freqüência dessas morbidades e estaria contribuindo para o estabelecimento da transição nutricional e epidemiológica no País" (BARRETO E CYRILLO 2000).

Segundo as conclusões de um estudo epidemiológico realizado por Oliveira (2002) sobre a colesterolemia em crianças e adolescentes de baixa renda, as escolas e instituições devem adotar trabalhos multidisciplinares com práticas nutricionais e atividades físicas regulares, promovendo a saúde através de conhecimentos ou hábitos alimentares saudáveis transmitidos às crianças que poderiam divulgar esse conhecimento à suas família.

Pipitone (1997), sugere que a merenda oferece um espaço pedagógico a ser explorado para discussão de temas importantes em época de economia globalizada e influências da comunicação de massa. Sturion (2002) afirma que a educação nutricional deve implementar atividades relacionadas com a formação de bons hábitos, afirmando ainda que o programa de alimentação escolar tem um objetivo educacional e por isso um caráter universal.

Na discussão da merenda escolar encontramos as mais variadas opiniões (PIPITONE, 1997), alguns achando que se trata de um problema de quantidade mais do que de qualidade, outros vem à merenda como assistencialista e paliativa, outros como desvio das atividades genuinamente pedagógicas da escola e alguns vêem ainda como direito da criança. Destacamos que estas são apenas algumas das opiniões podemos encontrar. Porém, acreditamos que independente da discussão em torno dos programas de merenda e/ou alimentação escolar, acreditamos que o alimento tem efeito benéfico, porém temporário, já a educação alimentar é um patrimônio dado à criança por toda a vida.

Salientamos que seria imprescindível a presença de um Nutricionista participando de um programa de educação alimentar, até mesmo para o cumprimento lei que regulamenta a profissão sancionada em 17/09/1991 sob o n° 8.234, que diz:

"É obrigatória a participação de nutricionistas em equipes multidisciplinares, criadas por entidades publicas ou particulares e destinadas a planejar, coordenar, supervisionar, implementar, executar e avaliar políticas, programas, cursos nos diversos níveis, pesquisas ou eventos de qualquer natureza direta ou indiretamente relacionados com alimentação e nutrição, bem como elaborar e revisar legislação e códigos próprios desta área".

Desta forma, acreditamos que sob a orientação de um Nutricionista, o Educador Físico atuando em escolas, poderia contribuir para a educação alimentar dos alunos, necessitando de um mínimo de informação sobre nutrição para realizar efetivamente essa contribuição de forma coerente e eficiente.

1 de maio de 2013

10:48

Dicas nutricionais para antes da atividade física


• nunca pratique atividade física em jejum;

• faça uma refeição leve cerca de 1 hora a 40 minutos antes do exercício;

• essa refeição deverá sempre conter os carboidratos, principalmente aqueles de baixo a moderado índice glicêmico
(absorção mais lenta): frutas como maçã, goiaba, pêra, pães (de preferência com uma mistura de farinha branca e integral), torradas integrais, aveia e granola .

• alimentos ricos em óleo e gorduras e os muitos ácidos não são aconselháveis. Quando a prática de atividade física tem como objetivo reduzir os depósitos gordura corporal, deve ser acompanhada de baixa ingestão de gordura na dieta.

• a hidratação é também muito importante neste momento, mas não exagere para não ter desconforto durante o exercício.

• para evitar a distensão abdominal evite o consumo de alimentos com excesso de fibras antes do exercício;

• é desaconselhada a prática de atividade física imediatamente após as grandes refeições (almoço e jantar).
09:39

Dieta mediterrânea ajuda a combater a demência, diz estudo


A dieta mediterrânea, a base de peixe, frango e azeite de oliva, com baixa ingestão de laticínios gordurosos e carne pode reduzir os riscos de os indivíduos virem a sofrer de problemas de memória mais tarde na vida, revelou um amplo estudo americano publicado esta segunda-feira.

Mas os efeitos benéficos de seguir uma dieta rica em ácidos-graxos ômega 3 não se estendem às pessoas com diabetes, revelou a pesquisa publicada no periódico médico Neurology, da Academia Americana de Neurologia.

As descobertas, descritas como o mais amplo estudo do tipo feito até agora, se basearam na informação dietética de 17.478 afro-americanos e caucasianos com média de idade de 64 anos.

Em pessoas saudáveis, aqueles que ingerem regularmente uma dieta mediterrânea foram 19% menos propensas a desenvolver problemas em suas habilidades de memória e raciocínio do que pessoas que não comem estes alimentos.

Não se observou uma grande diferença no declínio cognitivo entre brancos e negros.

"A dieta é uma importante atividade mutável que pode ajudar a preservar o funcionamento cognitivo mais tarde na vida", afirmou Georgios Tsivgoulis, médico da Universidade do Alabama em Birmingham e da Universidade de Atenas, Grécia.

— No entanto, é apenas uma de várias importantes atividades de estilo de vida que podem desempenhar um papel no funcionamento mental da velhice. Praticar exercícios, evitar a obesidade, não fumar cigarros e tomar medicamentos para controlar diabetes e hipertensão também são importantes.

O estudo foi financiado pelo Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrames, que integra os Institutos Nacionais de Saúde, e pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.


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