24 de abril de 2013

09:07

O uso de esteróides anabólicos androgênicos por praticantes de musculação

Em programas de treinamento que continuam por vários meses ou anos, o limite no aumento de força é determinado pela habilidade do atleta em continuar a responder ao treinamento pelo aumento do tamanho do músculo. À medida que se aproxima do limite superior do aumento da força, aumentos no tamanho do músculo e, conseqüentemente, na força, são muito difíceis de se realizarem. Essa dificuldade mais a falta associada de progresso e a frustração podem explicar a “aventura” de usar esteróides anabólicos para estimular maiores aumentos na hipertrofia muscular e na força. (Simão, 2003. p. 132.) A busca de formas alternativas para alcançar vitórias (no esporte) ou um corpo ideal, leva ao indivíduo à procura por métodos, substâncias e equipamentos que promovam ganhos, levando-os a consumir hormônios esteróides e outros com propriedades anabolizantes. (Cabral, Santos. 2009). Dentre os recursos ergogênicos, que são definidos como substâncias ou fenômenos que produzem trabalho e que, acredita-se melhoram o desempenho. (Powers; Howley, 2009. p. 562). Os esteróides anabólicos androgênicos (EAA) pertencem a classe dos fármacos, e tem tido um número cada vez maior de adeptos no Brasil, conforme apresentado no II levantamento domiciliar sobre uso de drogas psicotrópicas no Brasil, em 2005, com 7.939 entrevistas validadas, percebeu-se que o uso de EAA subiu de 0,3 para 0,9% da população entrevistada, quando comparado ao mesmo estudo feito em 2001. (CEBRID – Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas. p 61. 2005). Segundo o I levantamento nacional sobre o uso de álcool, tabaco e outras drogas entre universitários das 27 capitais brasileiras publicado no ano de 2010 com 17.573entrevistas. 3,8 % da população entrevistada fizeram uso de EAA pelo menos uma vez na vida. (OBID, p. 56. 2010) Conforme Silva e colaboradores, (2002). Os hormônios esteróides anabólicos androgênicos compreendem a testosterona e seus derivados. Eles são produzidos nos testículos e no córtex adrenal, e promovem as características sexuais secundárias associadas à masculinidade. Na medicina, os EAA são utilizados geralmente no tratamento de sarcopenias, do hipogonadismo, do câncer de mama e da osteoporose. Hormônio é uma substância química secretada, em pequenas quantidades, na circulação sangüínea e que, transportada até os tecidos-alvos e produz uma resposta fisiológica. (Cunha et al, 2004). A molécula de testosterona sozinha não é eficiente quando injetada ou tomada oralmente, pois é muito susceptível a metabolização (ou inativação) relativamente rápida pelo fígado. Conseqüentemente, a estrutura química da testosterona teve que ser modificada para contornar esse problema. (Carvalho et al. 2007) Há dois tipos de EAA, os 17-alfa não alquilados e os 17-alfa alquilados. Os primeiros, que sofrem processo de aromatização, aumentam a produção de estrógeno e testosterona circulante, com conseqüente inibição do eixo hipotálamo-hipofisário-gonadal, provocando grande anabolismo. Também podem causar alterações nas características sexuais masculinizantes, como ginecomastia, atrofia testicular, etc. A maioria dos EAA desse tipo tem administração injetável. Já os 17-alfa alquilados não sofrem processo de aromatização e, por isso, inibem em menor proporção o eixo hipotálamo-hipofisário-gonadal. Tem bom efeito anabolizante com baixo efeito de inibição androgênica. No entanto, por serem metabolizados principalmente no fígado, seus efeitos adversos sistêmicos sobre órgãos e tecidos são mais drásticos, podendo ocasionar e desencadear diversas alterações metabólicas, dermatológicas e hepáticas. (Alves, Santos. 2010 p.359). Acredita-se que o mecanismo fisiológico in vivo da ação dos EAA é semelhante aquela da testosterona endógena (difusão do agente EAA pela membrana celular), formando um complexo análogo da testosterona/receptor que então se liga ao núcleo, estimulando a síntese de RNA mensageiro (RNAm) e um aumento na proteína estrutural e contrátil. Outros possíveis mecanismos de ação incluem ligação competitiva a receptores de glicocorticóides, que inibe o efeito catabólico do cortisol, e ação neural direta por meio de ligação a receptores andrógenos de α-motoneurônios e do tecido cerebral. (Garret; Kirkendal, 2003. p. 407) O Exercício Físico pode alterar os níveis de reserva de glicogênio, fato evidenciado pelo mecanismo de supercompensação do glicogênio. A testosterona também desempenha papel fundamental no processo de armazenamento deste substrato. Animais castrados apresentam diminuição nas reservas de glicogênio, causada pela redução da função enzimática da glicogênio sintetase e aumento da glicogênio fosforilase. A reposição hormonal com doses fisiológicas de testosterona reverte este quadro, estimulando a glicogênese e inibindo a glicogenólise. Desta forma, o uso de doses supra-fisiológicas de EAA, associado ao treinamento resistido, também poderia estimular este processo, aumentando as reservas de glicogênio e por conseqüência a performance atlética. (Cunha, 2004). Alguns possíveis efeitos desejados Os esteróides anabolizantes apresentam efeitos de manutenção protéica, anticatabolismo e modulação do cálcio, e associados à regeneração muscular, proporcionam um auxílio na velocidade de recuperação de fibras lesadas, além do aumento do diâmetro da fibra. (Tavares et al, 2008) Balanço nitrogenado positivo, aumento da massa da musculatura esquelética, aumento do número de hemácias, aumento da concentração de hemoglobina, aumento da deposição de cálcio na matriz óssea, redução do percentual de gordura. (Weineck, 2005. p. 598) Os EAA na presença de uma dieta e de um treinamento adequados podem contribuir para os aumentos no peso corporal, o mais das vezes no compartimento da massa magra. (McArdle et al, p.567. 2008). Alguns possíveis efeitos adversos A maioria dos efeitos colaterais esta relacionada as propriedades androgênicas dos EAA. No sistema reprodutor masculino estão descritas diversas alterações como hipogonadismo hipogonadotrófico, oligospermia ou azoospermia, hipertrofia prostática, carcinoma prostático e atrofia testicular. Nas mulheres é comum os aparecimentos de caracteres sexuais secundários masculinos como pilificação acentuada, allterações da voz, atrofia mamária, atrofia uterina, amenorreia e hipertrofia do clitóris. (Araújo, 2003) O esteróide anabólico pode inibir a síntese de colágeno tanto em ligamentos quanto em tendões e produzir mudanças no arranjo das fibrilas de colágenos nestes últimos, levando a alterações críticas da plasticidade tendínea, resultando em um desenvolvimento insuficiente destes com relação ao rápido aumento de força do músculo. (Boff. 2008) Em nível psicológico são relatados mudanças de humor, comportamento agressivo, depressão, hostilidade, surtos psicóticos e adições. (Santos et al, 2006). Contudo, segundo Weineck (2005. p. 604). Um efeito positivo desta agressividade aumentada é a motivação também aumentada para o treinamento e a competição, um fator que influencia a capacidade de desempenho esportivo de maneira não-desprezível. Ou seja, a questão da agressividade torna-se relativa não podendo ser vista somente como fator negativo do uso dos EAA. Alguns estudos revelam que os EAA podem causar dependência, eventualmente levando a síndromes de abstinência que podem desencadear crises comportamentais. (Martins et al, 2005) Segundo McArdle et al, (p.566. 2005) a possibilidade rara, porém incontestável de efeitos colaterais deletérios induzidos pelos EAA, particularmente aqueles administrados por via oral, supera grandemente qualquer efeito ergogênico potencial. O ACSM - American College of Sports Medicine deplora o uso de EAA por atletas. Em um estudo recente realizado no Brasil envolvendo 20 usuários de EAA (Venâncio e colaboradores, 2010) considerou que o uso dos esteróides anabolizantes causa efeitos deletérios sobre inúmeras variáveis fisiológicas. Além disso, o uso abusivo dessas substâncias, em específico, pode levar ao comprometimento da função neuroendócrina, com o apareci­mento de efeitos colaterais decorrentes da mudança desse balanço hormonal e prejudicar a capacidade reprodutiva do homem, poten­cializar o aparecimento de câncer na próstata e ginecomastia. No presente trabalho, verificou-se que dentre os inúmeros esteróides anabólicos androgênicos existentes, três são utilizados pelos usuários na academia em que foi realizada a pesquisa, são eles o Durateston (decanoato de testosterona, fempropionato de testosterona, isocaproato de testosterona e propionato de testosterona) a Deca Durabolin (17-Decanoato de Nandrolona) e o Hemogenim (Oximetolona). Supõe-se que estes esteróides são os preferidos devido ao baixo preço e a relativa facilidade em conseguí-los. Entre os usuários em geral existe uma cultura de caráter não científico sobre a melhor maneira de usar os EAA conforme a finalidade pretendida. Informações podem ser obtidas em manuais ou transmitidas oralmente por outros usuários, que descrevem o resultado conseguido por experiência própria. (Silva. Moreau. 2003). Retirado daqui

17 de abril de 2013

10:29

Alimentação amiga do corredor


Todos sabem que a base para a rotina, tanto para o corredor, como para qualquer esportista está em sua alimentação. Porém, qual devemos optar para que a nutrição seja rica? Pensando nisto, separamos alguns alimentos que podem ser bons para a saúde e para acelerar a performance do corredor, baseado no livro “A dieta do Corredor”, de Suzana Bonumá.

Aveia

Alimento de grande valor energético e com diversos nutrientes em sua composição, a aveia é essencial para manter a produção energia durante os seus treinos. “Você pode utilizar aveia de várias formas: no mingau, na vitamina, na sopa, em pães, bolos e tortas, como acompanhamento de frutas. O ideal é consumir entre 2 e 5 colheres ao dia para obter seus benefícios”, afirma Suzana Bonumá.

Brócolis

Sendo uma das verduras com maior quantidade de nutrientes, o brócolis é uma fonte rica em vitamina C e folato. “Se você comê-lo frequentemente terá menos chances de apresentar deficiência nutricional”, indica a nutricionista. Você pode comê-lo refogado, em tortas, macarrão ou até mesmo no arroz.


Cebola

Não se assuste: a cebola é uma ótima fonte de magnésio, funcionando como anti-inflamatória. Por este motivo, a cebola é aliada para os corredores após as corridas. “Se você se incomoda com o sabor intenso da cebola, basta caprichar em seu cozimento. O ideal é refogar, grelhar ou assar”, comenta Bonumá.

Iogurte

O iogurte é um grande aliado para a vida do corredor. Ele é rico em proteínas que ajudam na recuperação muscular após os treinos, e ainda mantém o bom funcionamento do intestino, contendo baixo teor de gordura. “Há muitas maneiras de consumi-lo: em sua forma natural com mel, acompanhando cereais ou frutas, como base para vitamina ou até molho para saladas”, auxilia a nutricionista.

13 de abril de 2013

15:04

Cuidados nutricionais no envelhecimento

O avanço da idade requer atenção especial para fatores que promovem a manutenção da saúde e da vitalidade. Dentre os cuidados necessários, destacam-se aqueles relacionados com a boa nutrição.

Dr. Júlio Sérgio Marchini*, professor da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, explica que o processo de envelhecimento afeta todas as células do organismo, podendo exercer efeito negativo sobre o consumo de alimentos e colocar os indivíduos em situação de risco nutricional. "Podemos considerar que as células relacionadas com digestão, absorção e assimilação dos componentes "sofrem" com o envelhecimento. Portanto, a eficácia de aproveitamento dos nutrientes, provenientes dos diferentes alimentos consumidos, torna-se diminuída."

Estudos demonstram que a desnutrição decorrente da baixa ingestão de proteínas e energia é comum nessa fase da vida e é apontada como uma das razões que levam os indivíduos na terceira idade a adquirirem redução de massa muscular e força. De acordo com Marchini, a ingestão adequada de proteínas e energia é essencial para a manutenção das condições vitais, assim como, de cálcio e vitamina D, nutrientes associados à eficácia do metabolismo ósseo.

 

"As principais conseqüências da má nutrição do idoso incluem desde osteoporose e sarcopenia (perda de massa muscular), até a incapacidade de praticar exercícios físicos e realizar funções simples como abotoar uma camisa".

 

Visando orientar a população para a prevenção de carências nutricionais, o Ministério da Saúde elaborou o guia "Dez Passos para uma Alimentação Saudável para Pessoas Idosas". Dentre as recomendações, estão incluídas:

- Faça pelo menos três refeições (café da manhã, almoço e jantar) e dois lanches saudáveis por dia. Não pule as refeições!

- Dê preferência aos grãos integrais e aos alimentos na sua forma mais natural.

- Consuma diariamente, pelo menos, três porções de legumes e verduras.

- Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa.

- Consuma diariamente três porções de leite e derivados.

Quando necessário, a utilização de suplemento nutricional pode auxiliar o indivíduo a atingir a ingestão recomendada de energia e nutrientes, e, consequentemente, manter o bom estado nutricional, sem que a alimentação regular seja prejudicada.

Havendo dúvida sobre seus hábitos alimentares, converse sempre com um médico ou nutricionista.


10 de abril de 2013

10:37

Tipos de vitaminas


A classificação das vitaminas é feita apenas por suas solubilidades e não pelas funções que exercem. Cada uma é responsável por uma ou mais funções específicas, independentemente do grupo a que pertencem.

Grupo das vitaminas lipossolúveis compreendem:

- Vitamina A - Importante oxidante que protege células contra radicais livres. Principais fontes: frutas e vegetais de cor forte, como cenoura, abóbora, brócolis e espinafre e gorduras amarelas de alimentos animais como fígado, ovos e leite.

- Vitamina D - É sintetizada com a ajuda dos raios solares e imprescindível para a produção de insulina e a manutenção do sistema imunológico. Ajuda na absorção do cálcio. Principais fontes: peixes gordos como o atum e o salmão.

- Vitamina K - Componente na formação de 13 proteínas essenciais para a coagulação do sangue e envolvida na construção dos ossos. Principais fontes: alimentos verdes, como vegetais de folhas e legumes (couve, couve de Bruxelas, brócolis, salsa).

- Vitamina E (tocoferol) - Forte antioxidante contra radicais livres; previne o câncer e doenças cardiovasculares; protege o sistema reprodutor; previne catarata; reforça o sistema imunológico; melhora a ação da insulina. Principais fontes: óleos (girassol, amendoim), sementes de girassol, amêndoas, amendoim, vegetais de folhas verde-escuras.

Grupo das principais vitaminas hidrossolúveis (complexo B):

- Vitamina B1 (Tiamina) - Mantém sistema nervoso e circulatório saudáveis; auxilia na formação do sangue e no metabolismo de carboidratos; previne o envelhecimento; melhora a função cerebral; combate a depressão e a fadiga; converte o açúcar no sangue em energia. Principais fontes: vegetais de folhas (alface romana, espinafre), berinjela, cogumelos, grãos de cereais integrais, feijão, nozes, atum, carne bovina e de aves.

- Vitamina B2 (Riboflaviana) - Ligada à formação de células vermelhas do sangue e anticorpos; envolvida na respiração e processos celulares; previne catarata; ajuda na reparação e manutenção da pele e na produção do hormônio adrenalina. Principais fontes: vegetais, grãos integrais, leite e carnes.

- Vitamina B3 (Nicotinamida) - Aumenta a circulação; reduz triglicérides e colesterol; ajuda no funcionamento adequado do sistema nervoso e imunológico; regula o açúcar no sangue; protege o corpo contra poluentes e toxinas. Principais fontes: levedura, carnes magras de bovinos e de aves, fígado, leite, gema de ovos, cereais integrais, vegetais de folhas (brócolis, espinafre), aspargos, cenoura, batata-doce, frutas secas, tomate, abacate.

- Vitamina B5 (Ácido pantotênico) - Ajuda na formação de células vermelhas do sangue e na desintoxicação química; previne degeneração de cartilagens; ajuda na construção de anticorpos; reduz colesterol e triglicérides; ajuda nas disfunções hormonais. Principais fontes: carnes, ovos, leite, grãos integrais e inteiros, amendoim, levedura, vegetais (brócolis), algumas frutas (abacate), ovário de peixes de água fria, geleia real.

- Vitamina B6 (Piridoxina) - Reduz o risco de doenças cardíacas; ajuda na manutenção do sistema nervoso central e no sistema imunológico; reduz espasmos musculares; alivia enxaquecas e náuseas; reduz o colesterol; melhora a visão; previne aterosclerose e câncer. Principais fontes: cereais integrais, semente de girassol, feijões (soja, amendoim, feijão), aves, peixes, frutas (banana, tomate, abacate) e vegetais (espinafre).

- Vitamina B7 (Biotina) - Auxilia no crescimento celular, produção de ácidos graxos e redução de açúcar no sangue; combate infecções; promove a saúde das glândulas sudoríparas, do tecido nervoso, da medula óssea, das glândulas sexuais e células sanguíneas; previne a calvície; alivia dores musculares; baixa a intolerância à insulina em diabéticos. Principais fontes: carne de aves, fígado, rins, gema de ovo, couve-flor, ervilha.

- Vitamina B9 (ácido fólico) - Manutenção dos sistemas imunológico, circulatório e nervoso; antitóxico; ajuda a combater o primeiro infarto, o câncer de mama e de cólon, parasitas intestinais e envenenamento alimentar; diminui o risco de aterosclerose; promove a saúde dos cabelos e da pele; reforça o sistema imunológico e o sistema nervoso central. Principais fontes: fígado, rins, vegetais de folhas verdes, couve-flor.

- Vitamina B12 (Cobalamina) - auxilia a síntese de células vermelhas do sangue; manutenção do sistema nervoso; ajuda no crescimento e desenvolvimento do corpo. Principais fontes: fígado, rins, carnes, peixes, ovos, leite, queijo.

- Vitamina C (ácido ascórbico) - Indispensável para a síntese do colágeno; ajuda na manutenção das funções glandulares e do crescimento; manutenção dos tecidos; previne o câncer; aumenta a imunidade; protege contra infecções. Principais fontes: frutas cítricas frescas (laranja, limão, tomate abacaxi, mamão papaia) e vegetais frescos (repolho, couve-flor, espinafre, pimentão verde).

- Colina - Ajuda na memorização e no tratamento do Alzheimer; controla o colesterol e as gorduras no corpo; ajuda a eliminar substâncias tóxicas (venenos e drogas) e na reconstrução do fígado danificado pelo álcool. Principais fontes: lecitina de soja, gema de ovo.

8 de abril de 2013

09:39

Aprenda a evitar 10 desculpas para fugir da comida saudável


Quando o assunto é alimentação saudável, muitas pessoas já têm desculpas na ponta da língua para explicar porque não a seguem. Confira truques para evitar 10 delas, listados pelo site do jornal The Huffington Post:
 

"Quando preparo hortaliças, o gosto não fica bom"
Os principais erros que as pessoas cometem no preparo de hortaliças são cozinhar demais ou colocar pouco tempero. Diminua o tempo de cozimento usual. Uma opção de molho rápido é misturar partes iguais de azeite e vinagre balsâmico, e adicionar uma colher de chá de mostarda e uma de alho picado. Cubra com uma pitada de amêndoas torradas, sementes de abóbora ou ervas frescas, como coentro, manjericão ou cebolinha.

"Não tenho tempo para cozinhar"

Escolha uma carne saudável (frango ou salmão grelhado) e adicione vegetais congelados. Ou que tal pão sírio com grãos integrais e uma sopa leve e rápida de fazer?
 
"Vejo batatas fritas e doces para as crianças e fico com vontade de comer"
Seus filhos devem comer os mesmos alimentos saudáveis que você. Incorpore mudanças lentas e sutis, como trocar batata frita por cozida, refrigerante por leite e achocolatado.
 
"Quando compro produtos frescos, estragam rapidamente"
Frutas e hortaliças frescas costumam se manter por até sete dias. Então, verifique se está comprando a quantidade ideal, sem excessos. Armazene-as corretamente, na geladeira e em sacos plásticos finos que liberam a umidade e gases que emitem naturalmente e que aceleram a decomposição. Coloque-as distantes umas das outras. Se notar que alguma está podre, jogue fora antes que prejudique o restante. Saiba também que alguns produtos duram mais tempo sem refrigeração, como tomate, banana e manga.
 
"Não sobrevivo sem algo doce"
Escolha um doce benéfico, como o chocolate amargo. Vários estudos constataram que seus flavonoides podem reduzir a pressão arterial e melhorar a circulação.
 

Evite a grande quantidade de sódio presente em produtos processados Foto: Getty Images Evite a grande quantidade de sódio presente em produtos processados Foto: Getty Images

"Amo alimentos salgados"
Não se estresse com a pitada de sal da batata cozida ou da pipoca. Evite a grande quantidade de sódio presente em produtos processados. Fique atento aos rótulos.
 
"Sou viciado em carboidratos"
Provavelmente, aposta em carboidratos refinados, encontrados em pães e doces, como pão e doces, que podem fazer com que se sinta com fome e cansado. A solução é adicionar proteína às refeições e lanches, porque o mantém satisfeito por mais tempo. Entre as fontes da iguaria estão carne magra, frango, queijo cottage, ovos, grãos de soja, feijão, atum em lata ou salmão.
 
"Sei que faz bem, mas não gosto de peixe"
Nem todos os tipos de peixes têm sabor ou cheiro forte. Tilápia, bacalhau, linguado e robalo são exemplos que se fundem bem aos sabores dos temperos, o que aumenta as chances de aprová-los.

"Estou muito ocupado para fazer um almoço saudável"
Marmita é uma estratégia inteligente para comer de maneira saudável. Escolha bem os alimentos e evite excessos. Para o lanche, prefira biscoitos com fibras, iogurte desnatado, frutas.  
 
"Alimentos ricos em fibras incomodam meu estômago"
É essencial fazer um esforço para comer mais fibras, porque ajudam a reduzir os níveis de colesterol e a se manter magro. O corpo deve se adaptar à fibra extra entre duas a três semanas. Provavelmente, também não terá sintomas se aumentar a ingestão em 5 g, que é o valor de duas fatias de pão integral, uma xícara e meia de morangos ou 3/4 xícara de cereais ricos em fibra. Aumente gradativamente até chegar às 25 g diárias recomendadas. Beber muita água também auxiliar a fugir de desconfortos. 


1 de abril de 2013

11:25

Influência da aptidão aeróbia sobre a adiposidade total e de tronco em adolescentes





    A obesidade tem apresentado um grande aumento em sua prevalência nos últimos anos em todo o mundo. Atualmente, estima-se que mais de 115 milhões de pessoas sofram de problemas relacionados à obesidade, nos países em desenvolvimento (WHO, 2004). Somente no Brasil, estudos atuais apontam que 12,4% dos homens e 24,5% das mulheres acima de 15 anos são obesos (WHO, 2010).

    Entre crianças e adolescentes de 10 a 19 anos, a prevalência de sobrepeso aumentou significativamente, sendo que passou de 3,7% (1974-75) para 21,7% (2008-09) entre os meninos, e de 7,6% para 19,4% entre as meninas (IBGE 2010).
    Juntamente com aumento de prevalência da obesidade, verificou-se uma diminuição dos níveis de atividade física e aptidão aeróbia além de uma maior incidência de doenças cardiovasculares em toda população (BRASIL, 2004; MONTEIRO, 2000; BOUCHARD, 2000). Por outro lado, estudos internacionais apontam que melhores níveis de aptidão cardiorrespiratória estão relacionados inversamente com o risco cardiovascular, servindo como fator protetor ao aparecimento dessas doenças (TWISK; KEMPER; VAN MECHELEN, 2002; LEFEVRE et al, 2002). Nesse sentido, o objetivo do estudo foi analisar a influência da aptidão aeróbia sobre a adiposidade total e de tronco em adolescentes participantes de um programa multiprofissional de tratamento da obesidade.
Metodologia
População e amostra
    Estudo descritivo transversal composto por uma amostra de 23 adolescentes obesos, de ambos os sexos, que estavam ingressando em um Programa Multiprofissional de Tratamento da Obesidade (PMTO). Os critérios de inclusão para o estudo foram: apresentar idade entre 11 e 18 anos, não apresentarem doenças, lesões ou limitações que impossibilitem a realização de todos os testes e medidas, ser obeso ou apresentar sobrepeso segundo os critérios propostos por Cole et al (2000) e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido pelos pais e responsáveis. Todos os procedimentos utilizados nesta pesquisa seguiram as regulamentações exigidas na Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde sobre pesquisa envolvendo seres humanos. Onde foi aprovado pelo comitê permanente de ética em pesquisa com seres humanos da Universidade Estadual de Maringá (COPEP), conforme o parecer nº 463/2009.
Avaliação antropométrica
    Para a avaliação antropométrica foi utilizado o peso, estatura, índice de massa corporal (IMC), circunferência da cintura (CC), circunferência abdominal (CA), circunferência do quadril (CQ), relação Cintura/Quadril (RCQ) e as pregas cutâneas tricipital, escapular e suprailíca. Sendo que todas essas avaliações foram mensuradas por um único avaliador.
    Para aferição do peso corporal e da estatura foi usado uma balança digital da marca Welmy com 0.05 kg de precisão e capacidade máxima de 300 Kg, e um estadiômetro acoplado a ela com precisão de 0,1 cm. A partir destas medidas foi possível calcular o IMC através da fórmula: Peso/(altura*altura). Para a classificação do IMC (eutrófico, sobrepeso e obesidade) foi utilizado os critérios de Cole et al (2000).
    As medidas de circunferências foram mensuradas por meio de uma fita não-extensiva da marca Wiso de 2 metros de comprimento e com divisões em milímetros. Para isso, utiliza-se o maior perímetro abdominal, entre a última costela e a crista ilíaca para mensurar a CC, já para CA, utilizou-se a cicatriz umbilical e para aferir a circunferência do quadril utilizou-se o nível dos trocânteres femurais. A partir das medidas da cintura e do quadril foi possível calcular o RCQ (Razão Cintura-Quadril): divisão da cintura pelo quadril.
    Para avaliação das pregas cutâneas foi utilizado o compasso da marca Cescorf. O examinador realizou um mínimo de 2 ou 3 mensurações numa ordem de rodízio em cada avaliado, sendo que foi estabelecido o hemicorpo direito para as avaliações. Foram mensuradas: a prega referente ao ponto médio entre a borda súpero-lateral do acrômio e a borda inferior do olecrano, na face posterior do braço (Prega Tricipital); dobra oblíqua ao eixo longitudinal do corpo, seguindo a orientação dos arcos costais, dois centímetros abaixo do ângulo inferior da escápula (Prega Subescapular) e a dobra cutânea referente medida três centímetros acima da crista-ilíca na linha axilar anterior (Prega Suprailíaca). O cálculo da porcentagem de gordura foi esse método foi feita por meio das equações abaixo proposto por Slaughter et al., (1988) para crianças e adolescentes.
Avaliação da aptidão aeróbia
    O cálculo de VO2 máx. foi feito por meio dos resultados do teste “suttle run 20m”, validado no Brasil por Duarte e Duarte (2001). O teste foi aplicado em grupos de 5 a 8 pessoas, que deveriam percorrer juntas, num ritmo cadenciado pelo programa de computador específico para o teste, uma distância de 20 metros. O programa emite bips, em intervalos específicos de cada estágio, sendo que a cada sinal sonoro o avaliado deve estar cruzando com um dos pés uma das linhas de delimitação dos 20 metros. No software, são sinalizados os finais de cada estágio com dois bips consecutivos, a duração de cada estágio é de 1 minuto e o avaliador comunicava em voz alta o número do estágio concluído. A duração do teste depende da capacidade cardiorrespiratória dos avaliados, acontecendo de maneira progressiva, com uma velocidade inicial de 8,5km/h e aumento de 0,5 km/h em cada estágio, perfazendo um total possível de 21 minutos e uma velocidade de 17,5 km/h. Foi utilizada a fórmula proposta por Guedes e Guedes (1997) para cálculo de VO2 máx.: 31,035 + (Veloc. Estágio x 3,238) – (idade do indivíduo x 3,248) + (idade do indivíduo x velocidade do estágio x 0,1536).
Avaliação da composição corporal
    Para avaliação da composição corporal, foi utilizado pelo bioimpedânciometro multifrequencial da marca In Body, modelo 520. Foram mensuradas a massa e porcentagem de gordura corporal, massa livre de gordura e massa magra.
Análise estatística
    Os dados foram tabulados no software Microsoft Excel 2007 e analisados no pacote estatístico SPSS – versão 13. Foi aplicado teste de Shapiro-Wilk a fim de verificar a normalidade dos dados apresentados. Para a realização dos cálculos estatísticos inferenciais os valores de aptidão cardiorrespiratória foram classificados em dois grupos: não aptos e aptos, adotando o percentil 50 na divisão dos grupos. As diferenças entre os dois grupos foram identificadas pelo teste “t” de Student independente. Ainda foi realizado o teste de correlação de Pearson na verificação de associação entre as variáveis. O nível de significância adotado neste estudo foi de p<0,05.
Resultados e discussão
    Participaram do estudo 23 adolescentes obesos de ambos os sexos, sendo 11 do sexo feminino e 12 do sexo masculino, com idades entre 12 e 17 anos. Das 11 adolescentes, 6 foram classificadas como aptas e 5 como não aptas. Já dos 12 adolescentes, 7 eram aptos e 5 não aptos. A partir desse dado podemos observar que o gênero do participante não interferiu na aptidão variável aptidão aeróbia.
    A tabela 1 apresenta as características antropométricas dos sujeitos estratificado pela aptidão cardiorrespiratória, além do resultado do teste t de Student. Pode-se observar que a altura, a idade e a RCQ não tiveram diferenças significativas, sendo que o grupo dos aptos apresentou valores médios mais altos em comparação aos não aptos. Porém, na RCQ, o grupo não apto apresentou maior medida. Em relação às outras variáveis antropométricas como peso IMC, CC, CA e CQ os grupos apresentaram diferenças significativas.
    No estudo de Ortega et al., (2008), em crianças e adolescentes, também foi observado que uma alta aptidão cardiorrespiratória está inversamente associada à circunferência da cintura. Esse mesmo resultado foi encontrado em estudo com adolescentes em Caxias do Sul, em que elevadas circunferência da cintura e porcentagem de gordura foram associadas com baixa aptidão cardiorrespiratória (VASQUES, 2008).
    A circunferência da cintura elevada pode indicar acúmulo excessivo de gordura na região abdominal, o que eleva o risco do aparecimento de doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes mellitus,entre outras disfunções metabólicas (ACSM, 2006).
    Em relação ao IMC, os resultados vão de acordo com os achados de Ronque et al (2010), em que adolescentes do sexo masculino com baixa aptidão cardiorrespiratória apresentam medianas superiores da variável em relação aos que apresentaram alta aptidão cardiorrespiratória.
    Estudo de Janssen et al (2005) com adolescentes obesos verificou que há uma intensa relação entre IMC e relação cintura-quadril com a síndrome metabólica. Adolescentes com IMC acima da faixa recomendada apresentaram maiores níveis de triglicerídeos, pressão arterial, baixos níveis de HDL - colesterol, que são fatores determinantes dessa síndrome. Nesse sentido uma alta aptidão cardiorrespiratória pode servir um fator protetor para desenvolvimento dessas doenças.
    A tabela 2 apresenta as características das dobras cutâneas e percentual de gordura da amostra estratificada pela aptidão cardiorrespiratória. Nesta tabela a média do VO2 máximo foi de 30,99 (± 6,37) kg/ml/min e 22,49 (± 1,43) ml/kg/min, respectivamente no grupo dos aptos e dos não aptos, com diferenças significativas em quase todas as variáveis apresentadas.
    Verificamos que um nível de aptidão cardiorrespiratória elevada parece influenciar na adiposidade central e total dos adolescentes. Estes mesmos achados foram encontradas em estudos de Ross e Katzmarzyk (2003) com indivíduos adultos com idades entre 20 a 50 anos. Assim como, em estudos de Nassis et al (2005), Ronque et al. (2010) e Pinero et al (2009).
    A tabela 3 mostra as características da amostra pela bioimpedância estratifica pela aptidão cardiorrespiratória onde houve diferença significativa entre os grupos apenas na variável porcentagem de gordura pela bioimpedância multifrequencial, com média de 35,91% no grupo apto e 45,82% no grupo não apto. Em relação às variáveis massa livre de gordura (MLG) e massa magra (MM) os grupos não apresentaram diferenças significativas, no entanto podemos observar que nas duas variáveis o grupo apto apresentaram médias superiores.
Figura 1. Gráficos de correlação de Pearson
    A figura 1 são apresentados valores de correlação de VO2 relativo (ml/kg/min) com as variáveis porcentagem de gordura pelas dobras cutâneas, porcentagem de gordura pela bioimpedância, massa livre de gordura (kg) e IMC. No gráfico A podemos verificar que a correlação entre o VO2 e percentual de gordura foi fraca e negativa (r= -0,217). Os valores obtidos foram inferiores aos encontrados por Ronque et al., (2010), que encontrou uma correlação moderada e negativa tanto nos moços (r= -0,480) quanto nas moças (r= -0,472).
    No gráfico B observou-se uma correlação moderada e positiva (r=0,430) das variáveis VO2 e percentual de gordura avaliada pela bioimpedância. Enquanto que no gráfico C foi encontrada uma correlação forte e negativa (r= -0,827) entre variáveis VO2 e Massa Livre de Gordura, avaliadas pelo mesmo método.
    O gráfico D demonstra uma correlação moderada e negativa (r= -0,510) entre as variáveis Índice de Massa Corporal e aptidão cardiorrespiratória. O valor de r encontrado foi superior aos obtidos por outros estudos. Nassis et al (2006), encontrou r de -0,27 correlacionado as mesmas variáveis e Ronque et al (2010) encontrou r= - 0,378 para os rapazes e r= - 0,101 para moças.
    O estudo possui algumas limitações tais como o pequeno tamanho amostral, devido ao número de participantes que estavam no Programa de Tratamento Multiprofissional e o método para avaliação da aptidão aeróbia ser indireto. No entanto, os resultados obtidos no estudo foram de acordo com outros encontrados na literatura e apontam para importância da aptidão cardiorrespiratória como componente fundamental na prevenção de doenças cardiovasculares.
Considerações finais
    A partir do presente estudo pode-se concluir que adolescentes obesos com um nível elevado de aptidão cardiorrespiratória apresentam melhores indicadores de composição corporal quando comparados com seus pares não aptos. Nesse sentido, a melhora da condição cardiorrespiratória é um importante fator a ser priorizado no tratamento e na prevenção de fatores de risco cardiovascular em adolescentes obesos.
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10:47

Genes do metabolismo influenciam comportamento alimentar em adolescentes


Estudo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostrou que os genes do metabolismo têm influencia no comportamento alimentar de adolescentes.

A pesquisa avaliou a combinação do efeito desses polimorfismos, ou variações, com o estilo de vida e analisou a influência dessa associação com riscos de doenças crônicas, como diabetes, obesidade, hipertensão arterial e colesterol elevado.

Segundo Emilia Alonso Baltazar, autora do estudo, " no grupo dos jovens com polimorfismos nos genes estudados, em torno de 30% apresentaram níveis anormais de lipídios ou gordura no sangue, chamada dislipidemia" .

Do ponto de vista epidemiológico, este trabalho explica a razão pela qual alguns grupos são mais suscetíveis a fatores ambientais. Por exemplo: um adolescente magro pode apresentar colesterol elevado, fato impensável para leigos; ou o fato de alguns jovens não responderem bem ao tratamento baseado em dieta alimentar ou prática de atividade física.

Segundo a autora, a advertência para a existência de problemas metabólicos de origem genética em adolescentes ocorreu em seu mestrado, concluído em 2008, quando foi verificado grande número de adolescentes com alterações no perfil lipídico, não explicáveis por fatores ambientais e fisiológicos. " Por esta razão, supusemos que poderia haver outras variáveis influenciando essas alterações, como as genéticas" , explica.

Ela fez uma análise bioquímica nos níveis de insulina, glicose, triglicerídeos, colesterol total e frações e da apolipoproteína " Apoa1" , relacionada aos polimorfismos ligados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares. As amostras de sangue foram coletadas em 214 crianças da região de Piracicaba (SP), inclusive moradores da zona rural, na faixa etária em torno de 11 anos.

Aliado à amostragem bioquímica, a pesquisadora também procurou identificar possíveis alterações na cadeia dos genes envolvidos no metabolismo lipídico, responsáveis pelo processamento da gordura que circula no organismo.

Disfunções nesse metabolismo podem resultar em doenças cardiovasculares, obesidade, hipertensão arterial e diabetes.

A pesquisadora sugere dietas e práticas de atividades físicas direcionadas ao perfil genético do adolescente para prevenir o desenvolvimento de fatores de risco metabólico e o aparecimento de doenças crônicas na vida adulta. " Mas uma dieta para prevenção ou combate de doenças crônicas não pode ser generalizada" .

Com informações da Unesp


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