30 de janeiro de 2013

13:03

O que é nutrição esportiva?

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Nutrição esportiva é a área que aplica a base de conhecimentos em: nutrição, fisiologia e bioquímica no esporte e atividade física. Os principais objetivos da nutrição esportiva são: promover saúde; melhorar o desempenho e otimizar a recuperação pós-exercício.

A nutrição esportiva é uma área acadêmica intimamente relacionada ao curso de Educação Física e ao curso de Nutrição (Lollo et al., 2004[1]). A alimentação é responsável por manter nossa produção de energia estável de maneira a possibilitar todas as reações orgânicas em nosso corpo e fazer com que seja possível crescermos. Nosso corpo é estruturado basicamente por água, proteínas, gordura e minerais, e estes componentes precisam ser fornecidos ao organismo pela alimentação.

Desta forma a nutrição esportiva pode auxiliar um programa de exercícios com finalidade específica, seja para melhoria da saúde (por exemplo: emagrecimento), aumento de força ou hipertrofia muscular.

Atualmente a nutrição esportiva é considerada por alguns autores como o segundo fator que mais influencia o desempenho de atletas, sendo o primeiro fator o treinamento. Obviamente depende-se da modalidade esportiva em questão, para um maratonista a nutrição esportiva é muito mais importante que para um atleta do tiro com arco. Neste caso, a psicologia esportiva provavelmente será o segundo fator mais importante.

Por apresentarem mais massa muscular, os atletas têm um metabolismo basal de cerca de 5% maior do que os sedentários. Devido ao treinamento, para uma mesma carga, um treinado tem um gasto menor de energia.

28 de janeiro de 2013

10:48

Shakes industrializados secam músculos e não gorduras

Seguir um cardápio balanceado e manter a dieta não é tarefa fácil. Você precisa de tempo e disposição para preparar refeições leves, nutritivas e equilibradas, muitas vezes, isso não é possível em meio à correria do dia a dia. Às vezes mal sobra tempo de mastigar, certo?

É aí que a solução mais fácil aparece: para não ficar sem comer nada ou consumir alimentos calóricos, você substitui sua refeição por um copão de shake e acredita que conseguiu economizar calorias e suprir todas as necessidades nutricionais de que seu corpo precisa para manter-se saudável.

O problema é que a bebida prática e saborosa nem sempre possui a quantidade necessária de vitaminas e sais minerais presentes em uma refeição e trocar o almoço ou o jantar por ela pode deixar sua imunidade em baixa e causar doenças graves, como anemia e disfunções renais.

"O shake é feito à base de leite e por isso carrega nutrientes importantes para o nosso organismo, porém, não apresenta todas as outras vitaminas e sais minerais que devem compor uma refeição balanceada, o que torna a substituição perigosa. O ideal é consumi-lo como complemento e não como refeição", explica a nutricionista da Unifesp Eliana Cristina de Almeida. 

Raio X da bebida
Um teste divulgado em fevereiro deste ano, realizado pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor - Proteste, contestou os benefícios do shakes para a saúde e para a dieta, quando seu uso é contínuo. Além de não possuir a quantidade ideal de nutrientes, a bebida apresenta desequilíbrio nas taxas de vitaminas e sais minerais que possui.

Entre os cinco produtos testados pela Proteste, nenhum apresentava equilíbrio nutricional suficiente. Os shakes testados foram Bio Slim, Diet Shake, Diet Way, Herbalife e In Natura.

Segundo a Proteste, três das cinco marcas analisadas (Diet Shake, Bio Slim e Diet Way), fornecem em seus produtos taxas excessivas de carboidratos e proteínas e gordura a menos do que deveriam, o que pode acarretar na perda de músculos (massa magra) e água em vez de gordura corporal, como prometem as embalagens e as tabelas nutricionais presentes nos rótulos destes produtos. 
Sobre estes resultados, as nutricionistas da Nutrilatina, fabricante do Diet Shake, Daniela Tolari, da Herbalife, Lívia Venâncio e a assessoria de imprensa da Bio Slim, afirmam que estão dentro dos padrões estipulados pela Anvisa e pela OMS e que se de fato seus produtos oferecessem riscos à saúde, como sugere a Proteste, certamente não seriam liberados por estes órgãos e que é preciso saber quais critérios foram usados pela Proteste para se chegar a estes resultados, já que, segundo eles, os métodos da pesquisa não foram divulgados. As fabricantes do shake Diet Way e do In Natura não se pronunciaram.

Bomba de proteína
Segundo a Proteste, o consumo excessivo de proteína promovido pelos shakes, não deveria ultrapassar 10 a 15% do valor energético do produto, porém, em média, todas as marcas apresentam 32% de proteína.

A nutricionista da Unifesp, Eliana Cristina de Almeida explica que estes substitutos alimentares usados para emagrecer apresentam alto teor de proteínas exatamente para acelerar a perda de peso, porém, este excesso compromete o metabolismo sobrecarregando algumas funções importantes, como a renal e a hepática: "O excesso de proteínas compromete a ação dos rins e do fígado prejudicando a excreção de substâncias tóxicas e a oxigenação do sangue para manter o metablismo em dia", explica. 
Gordura zero
Quanto a quantidade de gordura, a pesquisa da Proteste mostra que os níveis aparecem muito abaixo do normal em todas as marcas, comprometendo a absorção de vitaminas e a síntese de hormônios: "As vitaminas A, B, E e K só são completamente metabolizadas em conjunto com a ação das gorduras no organismo. Quando não ingerimos gordura suficiente para metabolizá-las, corremos o risco de desenvolver anemia e, em pessoas mais velhas, desnutrição", afirma a nutricionista da Unifesp.

Cadê as fibras?
Já com relação às fibras, para substituir uma grande refeição, os shakes deveriam ter cerca de 10 gramas por porção, segundo a Proteste, porém nenhum deles chega perto deste valor. "As fibras funcionam como uma vassoura que vai limpando todas as impurezas de nosso corpo, se deixamos de consumi-la por muito tempo, deixamos nosso organismo vulnerável a infecções", explica Eliana. 
Carboidrato, sim!
Uma dieta saudável também precisa de carboidratos, cerca de 50 a 60%, de acordo com a Proteste, mas três dos shakes analisados, Diet Shake, Bio Slim e Herbalife, fornecem mais do que isso. "Ao contrário do que propõem, os shakes, ao fornecerem alto teor de carboidratos, provocam o acúmulo de gordura já que o nosso metabolismo não consegue processá-los de uma vez só, dificultando o emagrecimento", diz a nutricionista.

Valor calórico que não equivale a uma refeição
Além dos nutrientes necessários para alimentar uma pessoa, uma refeição saudável e equilibrada precisa ter teor calórico compatível com o metabolismo dela para suprir seu gasto calórico diário.

Segundo a Proteste, alguns shakes possuem valor energético baixo - de 190 kcal (Herbalife) a 230 kcal (Diet Shake) - já misturados com leite. Para a nutricionista da Unifesp, o baixo teor calórico faz com que a pessoa perca, a curto prazo, a disposição e o pique já que não tem energia suficiente para gastar, podendo sofrer enjoos e cansaço anormais.  
Os shakes proporcionam perda de massa muscular e não de gordura.
Emagrecimento que não funciona
A nutricionista explica que este tipo de suplemento não promove a perda de gordura, e sim de músculos e água, comprometendo a saúde de quem os consome: "sem energia os músculos vão se desgastando e perdemos massa muscular e não gordura. O problema disso é que sem os músculos ficamos sem força para executar nossas atividades em especial, as esportivas", diz.

Exercícios x shakes
Uma pessoa que substitui suas refeições por shakes e mantém seu ritmo de treino gasta suas reservas de glicose do organismo, perde massa muscular e corre o perigo de ficar desnutrida ou ter uma crise glicêmica. "Se você gasta mais energia do que consome e não tem os nutrientes adequados, fica fraco e sem combustível, daí a baixa na taxa de glicose e os enjoos típicos de quadros de sobrecarga metabólica", afirma a especialista da Unifesp. 
Versões leves e caseiras fazem a diferença
Segundo a nutricionista, as versões caseiras dos shakes são mais saudáveis, porém, mesmo assim eles não devem substituir refeições, mas atuar como complemento.

"Eles são mais saudáveis porque não têm os produtos químicos próprios da industrialização, mas nem por isso são completos o suficiente para substituir o almoço ou jantar. A escolha entre o industrializado e o caseiro vai depender da disponibilidade da pessoa de preparar algo, mas não se deve perder de foco o benefício apenas complementar destas bebidas", explica Eliana Cristina de Almeida. 

27 de janeiro de 2013

14:55

Sucos naturais que ajudam no emagrecimento



A nutricionista Karin Honorato explica  sucos saudáveis e nutritivos. Eles podem ajudar a nutrir o organismo e, desta forma, melhorar o emagrecimento. As bebidas também ajudam na hidratação, desintoxicação e limpeza das células. Na hora de preparar, as pessoas podem usar alimentos que não gostam de comer puro.

De acordo com a nutricionista, as frutas devem ser a base para um bom suco. "Tente variar nas frutas. Laranja, mexerica e limão são frutas cítricas, boas fontes de vitamina C. Elas devem ser consumidas in natura para evitar os suplementos. As frutas vermelhas como framboesa, mirtilo e amora têm alto poder desintoxicante e anti-inflamatório", disse.

Karin Honorato explica que é importante colocar verduras escuras e legumes nos sucos. Beterraba, cenoura e inhame podem ajudar a adoçar e encher de nutrientes os sucos. Alguns complementos como água de coco e chá podem ajudar a consumir o suco. Água gasosa e bebidas prontas devem ser evitadas.

Tente sempre acrescentar fibras. Elas diminuem a ação do açúcar das frutas. O gengibre também tem ação desitoxicante e anti-inflamatória.

Segundo Karin, na dieta de emagrecimento, os sucos não devem ser adoçados. "Procure consumir a bebida de forma natural. Se ficar impossível para algumas pessoas use uma colher de chá de agave, que é um tipo de açúcar diferenciado", falou.

A nutricionista explica que os sucos devem ser feitos e consumidos na hora. "Evite aqueles comprados prontos e jamais troque por uma refeição. Também não fique consumindo o dia inteiro. Procure consumir no horário certo, uma ou duas vezes ao dia, e com bastante nutrientes. Dessa forma, ele vai te ajudar no emagrecimento", disse.

25 de janeiro de 2013

11:52

Peso na balança pode sofrer variações ao longo do dia


Muita gente tem medo de subir na balança para ver o peso, mas o fato é que o aparelho pode ajudar no controle do peso e na busca pela vida saudável.

É preciso saber, porém, que o resultado da pesagem depende muito do momento e pode variar ao longo do dia.

Bem Estar - Infográfico mostra como ter uma boa relação com a balança (Foto: Arte/G1)

Diversas ocasiões podem alterar o peso, como o jejum prolongado, almoço ou jantar, o período menstrual ou até mesmo medicamentos que provoquem retenção de líquido. A dica é se pesar duas vezes por semana e evitar os finais de semana, que são momentos em que as pessoas costumam sair da rotina e comer mais.

De qualquer maneira, é importante saber que a variação de peso não significa que houve aumento de gordura corporal. A pessoa pode ficar mais pesada porque bebeu mais água ou não foi ao banheiro, do mesmo jeito que pode ficar mais leve se estiver com diarreia, por exemplo. Por causa de todas essas interferências, os especialistas recomendam não subir na balança todos os dias para não criar decepções ou falsas expectativas diante do peso.

Além das alterações provocadas pelos diferentes momentos do dia, a própria balança pode fazer o peso variar. Diversos fatores podem prejudicar o funcionamento do aparelho, como um piso desnivelado e até mesmo a umidade caso ele seja colocado no banheiro. A bateria da balança também deve ser verificada porque, caso esteja fraca, pode também mudar o resultado.

Antes de se pesar, a dica do fisiologista Paulo Roberto Correia é fazer um teste com algum alimento – a pessoa pode colocar, por exemplo, um saco de 5 kg de arroz em cima da balança para verificar se ela está apontando o peso correto. Caso esteja, o acompanhamento do peso pode começar, lembrando sempre de levar em consideração todas as alterações possíveis.

23 de janeiro de 2013

09:27

Aumento de massa muscular: o que você precisa saber?



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Você sabe quais são os principais cuidados para aqueles que buscam a hipertrofia? Primeiro de tudo é importante aumentar o aporte de calorias, porém sem exceder nas gorduras saturadas e nos carboidratos refinados. Os suplementos poderão ajudar bastante na conquista do objetivo. Mas qual suplemento você deve consumir ou quantas calorias, quanto de carboidrato, proteína e lipídeos?! Entre os suplementos mais indicados para aumentar a massa muscular magra, destacam-se:

Creatina: A creatina é encontrada em alimentos de origem animal, porém, em pequenas quantidades. Ela é importante, pois no músculo, ela participa do processo de geração de energia (regenera o ADP em ATP através da creatina fosfoquinase) para os músculos em exercícios intensos. Estudos sugerem que a creatina aumenta a retenção de água nas células musculares e propicia um aumento de força e síntese proteica, resultando no desenvolvimento da massa magra e explosão muscular. As suas doses devem ser calculadas na dieta.

Hipercalóricos: Os hipercalóricos são bastante utilizados para o aumento de massa, pois em doses pequenas o aporte de calorias é grande. Em sua composição temos, carboidratos, proteínas, lipídeos, vitaminas e minerais. Ele pode ser um ótimo suplemento após o treino, pois ele contém proteína para regenerar as fibras musculares e carboidrato para aumentar o estoque de glicogênio muscular.  O aumento do aporte calórico diário é importante para o ganho de massa muscular, com isso é possível aumentar de 300 a 500g de massa muscular.

Proteínas:  As proteínas (whey protein, caseína, albumina, etc.), de forma geral, são usadas para melhorar a recuperação muscular, ganho de força e produção de energia durante o exercício. É importante salientar que o whey protein é de absorção rápida e a caseína, albumina e soja, de média a lenta absorção. Ao acordar e após o treino a melhor opção são as de digestão rápida e  antes de dormir, absorção média-lenta.

Aminoácidos: Os aminoácidos melhoram a resistência muscular, o sistema imunológico e realizam manutenção da massa muscular  (anticatabolismo).
Os BCAA's são aminoácidos que podem ser convertidos em energia e portanto irão poupar a massa muscular. Além disso eles podem melhorar a dor muscular tardia.
A glutamina é um dos aminoácidos que está em maior quantidade no músculo. Vários estudos já mostraram o seu efeito tanto no crescimento muscular quanto na recuperação. Além de melhorarem o sistema imuno. Para os corredores de longa distância ela é bem importante.

Cromo (Picolinato de cromo): O cromo potencializa a ação da insulina que estimula a captação de glicose e aminoácidos pelas células, propiciando um aumento no estoque de glicogênio e síntese proteica. Além disso, o cromo ajuda no equilíbrio da glicemia, evitando picos tanto de glicose como de insulina, o que dificulta o acúmulo de gordura e diminui o desejo por carboidratos refinados (isso acontece quando há queda brusca da glicose sanguínea). O cromo pode ajudar e muito as mulheres que desejam uma hipertrofia muscular.

HMB (Beta-Hidroxi-Beta-metil-butirato) Atua no aumento de força durante os treinos e tem um ótimo efeito anticatabólico. O HMB é um produto gerado à partir da quebra da leucina, o aminoácido mais anabólico que existe. Estudos mostram que suplementar creatina +HMB resulta em melhores ganhos musculares. Indico incluir a arginia e a glicina que participam do metabolismo da creatina e no aumento da massa.

Espero que tenham gostado das dicas, porém é preciso consultar um nutricionista para realizar o cálculo adequado dos suplementos, principalmente os carboidratos e proteínas.
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18 de janeiro de 2013

09:32

Anabolizantes: a busca por um corpo perfeito pode custar caro à saúde










A busca pelo corpo perfeito, torneado por músculos definidos e sem gordura. Em um país conhecido mundialmente pela beleza, o sonho de um ideal estético pode estar sendo construído a preços altos, em um caminho marcado pelo consumo prolongado de anabolizantes e complicações inimagináveis para jovens adeptos da malhação, que vão de câncer de fígado a suspeitas de tumores de testículos.

Assim,  a aparência de um corpo saudável pode esconder por trás uma pessoa doente. Um quadro preocupante que tem crescido entre os jovens brasileiros. O uso prolongado de anabolizantes propicia doenças cardíacas, respiratórias, psiquiátricas e pode levar a um aumentar as chances de tumores no fígado principalmente. Há suspeitas ainda de que o uso de anabolizantes e hormônios de crescimento, como o GH, influi em tumores no testículo, na próstata, assim como nas mamas e no ovário.

Tumores no fígado não aconteciam em pessoas tão jovens — na faixa dos 20 ou 30 anos — no passado. Antes relacionados a vírus de hepatite b e c, e ao uso de álcool, hoje os chamados tumores hepáticos estão aparecendo em pacientes sem histórico disso e que fazem uso dessas substâncias.

Além de aumentar as chances de tumor de fígado e na parte genital, o uso de anabolizantes pode ter uma repercussão desastrosa no sistema cardiovascular. Diversos "artigos falam em maior chance de infarto do miocárdio, alterações da coagulação levando a tromboses de veias das pernas e embolia pulmonar, além de alteração dos níveis de colesterol e triglicérides". Em um quadro ainda pior, uso abusivo de anabolizantes pode levar a um quadro de psicose e comportamento agressivo.

Os anabolizantes são hormônios masculinos sintéticos que absorvem proteínas e retêm líquido, provocando inchaço dos músculos. O uso pode acarretar ainda uma diminuição na produção de esperma, impotência sexual, aumento do volume da mama e até mesmo diminuição dos testículos. Os anabolizantes são usados para corrigir uma deficiência hormonal e não para melhorar artificialmente a performance de quem faz academia. Eu, por exemplo, prescrevo anabolizantes para pacientes com câncer que estão perdendo músculos ou peso. Mas eu sou a "ponta do iceberg", já que a maioria é prescrita de modo não legal.

Segurança

Mas até que ponto, então, os anabolizantes podem ser usados? Não há níveis seguros para o uso dessas substâncias. Ele lembra que os anabolizantes foram originalmente prescritos para idosos que perdem massa muscular e pacientes com queimaduras gravíssimas, e não para quem quer ficar "sarado".

Assim, quem busca um desempenho adequado e um corpo "perfeito" deve procurar um treinamento adequado progressivo e dietas nutricionais de acordo com o seu biótipo e necessidades. Nenhum tipo de hormonioterapia deve acompanhar, a não ser para pacientes que apresentam deficiência desses. O ideal  é buscar um nutrólogo que entenda de medicina do esporte e condicionamento físico, para que possa avaliar as necessidades do paciente.

Além de aumentar os riscos de insuficiência renal e tumores, alerta o nutrólogo, o uso prolongado de anabolizantes cria um círculo vicioso, já que a pessoa que o toma pode ver seus músculos atrofiarem se parar.

Um quadro preocupante que não parece estar com os dias contados. É uma tendência mundial, mas mais forte no Brasil que é muito comprometido com a beleza. Basta pensar em cirurgias plásticas para ver que o Brasil tem o maior volume do mundo.

16 de janeiro de 2013

09:59

A importância das vitaminas na alimentação


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As vitaminas são substâncias orgânicas presentes em muitos alimentos em pequenas quantidades e indispensáveis ao funcionamento do organismo. Cumprem papel importante ao metabolismo celular e ao crescimento, elas regulam e favorecem as reações químicas que ocorrem nas células, permitindo a assimilação dos alimentos.

Os requerimentos nutricionais desses micronutrientes aumentam durante os períodos de crescimento, gestação e lactação, nas condições de trabalho intenso e ocorrência de determinadas doenças, notadamente as infecciosas.

Na infância, as carências em geral encontradas são aquelas relacionadas a tiamina, riboflavina, niacina, piridoxina, ácido fólico, cianocobalamina, e ultimamente de biotina.

O papel das vitaminas no organismo é extremamente importante, pois são elementos nutritivos essenciais para a vida e que possuem na sua estrutura compostos nitrogenados (AMINAS), os quais o organismo não é capaz de sintetizar e que, se faltarem na nutrição, provocarão manifestações de carência ao organismo.

A carência de vitaminas na dieta produz doenças graves, as avitaminoses, como o raquitismo, a nictalopia (cegueira noturna), a pelagra, diversas alterações no processo de coagulação do sangue e a esterilidade, também a ingestão excessiva de vitaminas pode causar perturbações orgânicas, as hipervitaminoses.

As vitaminas são classificadas em dois grupos: as lipossolúveis e hidrossolúveis, de acordo com propriedades fisiológicas e físico-químicas comuns.

As lipossolúveis são absorvidas pelo intestino humano através da ação dos sais biliares segregados pelo fígado, e são transportadas pelo sistema linfático para diferentes partes do corpo. O organismo humano tem capacidade para armazenar maior quantidade de vitaminas lipossolúveis, do que hidrossolúveis, e são solúveis em gorduras. As vitaminas lipossolúveis mais importantes para o homem são: A, D, E, K.  As vitaminas A e D são armazenadas sobretudo no fígado, e a vitamina E nos tecidos gordos e órgãos reprodutores.  A capacidade de armazenamento de vitamina K é reduzida.

Vitamina A (retinol):
Fonte: acerola, vegetais verdes e amarelos (alface, couve, espinafre, salsa, batata-doce, cenoura), gordura, leite, manteiga, queijo, ovo, fígado e outras vísceras, sardinha.
Função: Essencial para o crescimento, indispensável para a qualidade da visão, da pele e do cabelo.Funciona como antioxidante.
Avitaminose: xeroftalmia (secura dos olhos).
Sinais e Sintomas: cegueira nocturna, fotofobia (hipersensibilidade à luz), hemorragia ocular, cegueira (casos mais graves), parosmia, alteração do paladar, desidratação da pele (com hiperqueratose e atrofia das glândulas sebáceas), desidratação das mucosas (com infecções frequentes).

Vitamina D (Calciferol)
Fonte: fígado, ovo, peixes de água salgada, leite, sol (favorece a produção de calciferol pelo organismo).
Função: importante para a formação e manutenção de ossos e dentes, e influencia a absorção e metabolismo de fósforo e cálcio.
Avitaminose: raquitismo.
Sinais e Sintomas: atraso no crescimento, amolecimento do crânio, deformações ósseas, protrusão esternal, curvatura acentuada dos membros inferiores, malformação e envelhecimento precoce dos dentes, osteomalácia, raquitismo.

Vitamina E (Tocoferol)
Fonte: abacate, avelã, aveia, batata doce, brócolos, cereais integrais, noz, trigo.
Função: importante para a atividade muscular, formação de células sexuais e sanguíneas, ação antioxidante (estabilizadora das estruturas celulares).
Avitaminose: esterilidade.
Sinais e Sintomas: distrofia muscular e fraqueza, eritema papular, descamação cutânea, anemia, catarata, derrames, disfunção neurológica (sistema nervoso, olhos e músculos);  os sinais e sintomas são inespecíficos. Pensa-se que esta avitaminose favorece o aparecimento de certo tipo de neoplasias malignas (cancros).

Vitamina K (Filoquinona – Naftoquinona)
Fonte: arroz integral, ervilha, tomate, vegetais de folhas verdes (couve-flor, espinafre, repolho), óleos vegetais, carne, fígado, leite, microflora intestinal (fornece cerca de 50% das necessidades diárias).
Função: importante na coagulação do sangue.
Avitaminose: hemorragias.
Sinais e Sintomas: aparecimento fácil de hematomas, epistaxis (perda de sangue pelo nariz), hemoptises (expectoração de sangue originário do trato respiratório), hematúria e outros problemas hemorrágicos (sem causa aparente).

As Hidrossolúveis são absorvidas pelo intestino e transportadas pelo sistema circulatório para os tecidos onde são utilizadas. O grau de solubilidade é variável e tem influência no seu trajeto através do organismo. Podem ser armazenadas no organismo em quantidade limitada, e a sua excreção é através da urina. São vitaminas solúveis em água. As vitaminas hidrossolúveis mais importantes para o homem são: B1, B2, B5, B6, B12, C, H, M e PP.

Vitamina C (Ácido ascórbico)
Função: importante para várias reacções bioquímicas celulares. A principal função é a hidroxilação do colagéno, uma proteína que aumenta a resistência de ossos, dentes, tendões e paredes dos vasos sanguíneos. Tem efeito antioxidante, contribui para o fortalecimento das defesas imunológicas do organismo e e aumenta a absorção do ferro no organismo.
Fontes: acerola, laranja, limão, mamão, manga, melão, morango, goiaba, batata, vegetais de folhas verdes (couve-flor, couve galega, espinafre, repolho), pimentão.
A acerola é o fruto mais rico em vitaminas A e C (a quantidade de vitamina C é cerca de trinta vezes superior à da laranja).
Avitaminose: escorbuto.
Sinais e Sintomas: cicatrização difícil de ferimentos, secura da boca e dos olhos, dentes fracos, dores articulares, gengivite, hemorragias, perda de peso, fraqueza geral, letargia, lesões escorbúticas (folículos hiperqueratósicos).

B1 (Tiamina)
Função: respiração tecidual, metabolismo de corboidratos, equilibra o sistema nervoso e assegura o crescimento, apetite normal.
Fontes: Fígado, coração miúdos, carne de porco, gema de ovo, presunto, nozes, levedo de cerveja e germe de trigo.
Deficiência: confusão mental, fraqueza muscular, instabilidade emocional, depressão, irritabilidade, perda de apetite, letargia, beri-beri (insuficiência cardíaca e manifestações nervosas).
Excesso: Não conhecido.

B2 (Riboflavina)
Função: conserva os tecidos, principalmente os do globo ocular. É ativamente absorvida no intestino, especialmente na presença de alimento no trato gastrointestinal.
Fontes: fígado, rim, lêvedo de cerveja, espinafre, berijenla.
Carência: dermatite seborréica; lesões nas mucosas, principalmente nos lábios e narinas;fotofobia.

B3 (Niacina, vit. PP)
Função: A vitamina B3 é necessária para a circulação adequada e pele saudável, ajuda no funcionamento do sistema nervoso, no metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas e na produção de ácido clorídrico para o sistema digestivo. A niacina reduz o colesterol e melhora a circulação.
Fontes: Peixe, fígado, ovos, amendoim, leite, cereais integrais, tomate.
Deficiência: Sua deficiência no organismo provoca uma doença conhecida como pelagra, fadiga, irritabilidade, insônia, depressão nervosa, diarréia, dermatite, etc.

B5 (Ácido pantotênico)
Função: Tem um papel chave no metabolismo dos hidratos de carbono, proteínas e gorduras e é por isso importante na manutenção e reparação de todas as células e tecidos.
Fontes: Ovos, rins, fígado, salmão e levedura.
Deficiência: Doenças neurológicas, lassidão, cefaléia, sonolência, náuseas, cãibras na região abdominal.

B6 (Piridoxina)
Função: Ela está envolvida no metabolismo dos aminoácidos, no funcionamento do sistema nervoso e também na saúde da pele, e essenciais no metabolismo de carboidratos, proteínas e lipidios.                                                                             
Fontes: Lêvedo de cerveja, farelo de trigo, germe de trigo, fígado, rim, coração, melão, repolho, melado, leite, ovo, carne.
Deficiência: Anomalias no sistema nervoso central, desordens da pele, irritabilidade, convulsões, anemia.
Esta vitamina é mais eficiente quando tomada com as vitaminas B1, B2, o ácido pantotênico, a vitamina C e magnésio.

Vitamina B8 (Biotina, vit H)
Função: Intervém  na  formação  da  glucose  a  partir  dos carboidratos e das gorduras, componente essencial de enzimas, participa de metabolismos vitais.
Fontes:  frutas, frutos secos, gema de ovo, amendoim, fígado.
Deficiência: A carência  de  biotina  provoca  alterações  na  pele  e  língua,  inapetência, insônia, náuseas, anemia, depressão, dermatite seca, palidez.

Vitamina B9 (Folato, ÁcidoFólico, vit. M)   
Função: Necessário para a síntese de DNA e RNA, trabalha com a Vitamina B12 na formação das células vermelhas do sangue, de grande importância para mulheres grávidas.
Fontes: Feijões variados e ervilhas, folhas verde escuro de vegetais como nabo verde, espinafre, alface,carne,tomate,cenoura,trigo,levedura.
Deficiência: Problemas Intestinais, pode mascarar sintomas de deficiência de Vitamina B12.

B12 (Cianocobalamina)
Função: Necessária para o metabolismo de carboidratos, gordura e proteínas, atua no metabolismo do sistema nervoso, promoção do crescimento, promoção da formação e maturação das células vermelhas sanguíneas, aumenta a energia.
Fontes:  Fígado, rins, leite, queijos processados, ovos e carnes.
Deficiência: Anemia perniciosa, fraqueza e fadiga, degeneração da medula espinhal; neuropatia periférica.

Dicas:
As frutas, verduras e legumes desempenham papel importante na alimentação, pois são fontes ricas de vitaminas, minerais e fibras.
Aproveite as cascas das frutas, como maçãs e pêras, mas lave-as primeiro, em vez de tomar sucos de fruta, coma a fruta inteira.
Não cozinhe demais os legumes. Acostume-se a comer alguns deles completamente crus para não perder seus nutrientes;
A melhor escolha para se manter "vitaminado", portanto, é ainda o bom e velho modo: uma alimentação nutritiva, variada e, ao contrário das pílulas, saborosa!

Uma alimentação variada complementa a demanda orgânica diária de vitaminas. 

Fonte:
Dra. Michele Oliveira de Lima - Nutricionista/CRN-6:5405  - Especialista em Obesidade e Emagrecimento
E-mail: michelelima.nutricionista@hotmail.com

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