Carboidrato e a Atividade Física

Carboidrato e a Atividade Física

Carboidrato ou proteína? O que comer antes, durante e depois do treino |  VEJA
Para quem pratica atividade física regularmente o carboidrato é um dos nutrientes mais importantes na alimentação do praticante de atividade física. O motivo é que esse nutriente será responsável em aumentar seus estoques antes do exercício, fornecer energia durante o treino e também terá um papel fundamental no período de recuperação pós-treino.


O consumo antes do exercício físico é importante para manter adequados os níveis de glicogênio muscular e hepático (a massa muscular de um adulto armazena em média 450 g de carboidrato e o fígado, em média 70 g), preservando assim o rendimento do praticante durante e após a atividade física. A glicose que chega às células via corrente sanguínea vem desse estoque de glicogênio muscular e hepático.

Os estoques corporais de carboidratos são as maiores fontes energéticas para o trabalho muscular de baixa intensidade (aquele que consome abaixo de 70% do volume de oxigênio máximo, o VO2 max): 50% da energia necessária para esse tipo de exercício vem de carboidratos e o restante, de proteínas e gordura. Já em exercícios com intensidade igual ou superior a 70% do VO2 max, a proporção de carboidratos em relação aos outros macronutrientes é ainda maior. A intensidade, duração, treinamento e a própria dieta interferem na utilização do carboidrato durante a atividade física.

Para permitir tempo suficiente para digestão e absorção dos alimentos, prover quantidade adicional de glicogênio e glicose sanguínea e ainda evitar a sensação de fome recomenda-se o consumo de 200 a 300 g de carboidrato (1 a 3 horas antes) de baixo índice glicêmico - indicador baseado na ingestão do carboidrato de um dado alimento elevar os níveis de glicose sanguínea pós-prandial, comparado com um alimento referencia, a glicose ou o pão branco. Ex.:frutose, amendoim, feijão de soja, lentilha, pera, damasco, maçã, leite desnatado etc.

Se houver algum alimento no estômago durante a realização da atividade física, o praticante pode se sentir nauseado, devido ao desvio do fluxo sanguíneo do trato gastrintestinal, responsável pela digestão, para os músculos.

O jejum não é recomendado antes da atividade física, pois os estoques de glicogênio hepático diminuem em cerca de 80%, podendo prejudicar o desempenho do esportista, principalmente daqueles que dependem da glicose sanguíneo, que são os que treinam ou competem em atividades de longa duração.

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Em busca de um corpo perfeito, de acordo com os padrões estéticos aceitos e impostos atualmente pela sociedade, muitas pessoas fazem de tudo, como encarar dietas muito restritivas e exagerar nos exercícios físicos. Com o objetivo de emagrecer a qualquer custo, esses indivíduos, principalmente mulheres, acabam desenvolvendo alguns distúrbios alimentares, como a anorexia e a bulimia, doenças sérias que precisam de acompanhamento e tratamento médico.

As duas doenças, apesar de terem o emagrecimento como objetivo, apresentam diferenças entre si. A anorexia nervosa é a distorção de imagem corporal, ou seja, o paciente enxerga-se acima do peso mesmo estando magro ou até abaixo do peso mínimo recomendado para sua altura e estrutura óssea. Assim, apresenta recusa em se alimentar e medo de ganhar peso. Já a bulimia nervosa é caracterizada por crises bulímicas ou episódios de compulsão alimentar, em que as pessoas ingerem grandes quantidades de alimento em curto espaço de tempo e, depois da compulsão, têm comportamentos compensatórios: provocam vômitos, utilizam laxantes, diuréticos ou fazem jejuns e exercícios físicos em excesso.

Mesmo que de formas diferentes, tanto a anorexia como a bulimia afetam o organismo. A anorexia, em estágios mais avançados, pode levar à desnutrição e várias complicações associadas a esta condição, como alterações de pele, queda de cabelo, atrofia muscular, alterações de ritmo cardíaco, anemia, osteoporose, entre outras. A bulimia, quando há vômitos provocados, pode causar alterações do equilíbrio de sais (como cloro e potássio), gastrite, esofagite, alterações de pele, cáries dentárias. A anorexia e a bulimia hoje afetam principalmente as mulheres (em especial as mais jovens), sendo que elas representam 90% dos casos.

Causas

A anorexia e a bulimia são transtornos alimentares provocados por causas diversas como influência da cultura da magreza, aspectos genéticos, contexto familiar e também histórico de compulsões e de outros vícios na família. Sob o aspecto psicológico, ela afirma que o tratamento da anorexia costuma ser mais longo e difícil. Quem tem anorexia se acha gorda e tem uma distorção da autoimagem. Estas pacientes geralmente não querem ajuda, elas acham um absurdo ter que comer e querem ser extremamente magras. Já quem sofre com bulimia costuma aceitar que não está bem e que precisa de tratamento.

Diagnóstico e tratamento complexos

O diagnóstico da anorexia e bulimia nem sempre é fácil. Estes transtornos interferem na percepção do apetite, do peso, da imagem corporal e nos hábitos alimentares, levando a marcantes prejuízos psicológicos, sociais e aumento de mortalidade. Além da avaliação física e psicológica, os médicos utilizam o cálculo do índice de massa corporal (IMC) no auxílio ao diagnóstico, principalmente da anorexia.

Os tratamentos destas doenças requerem apoio de uma equipe multidisciplinar, que deve incluir psiquiatra, psicólogo, clínico, endocrinologista e nutricionista. Deve-se abordar a desnutrição com os recursos médicos necessários. Em quadros mais graves, o internamento é fundamental para proteger a vida do paciente. Algumas medicações podem ajudar no tratamento de doenças associadas, como depressão, transtorno bipolar e ansiedade. No entanto, segundo ele, nenhuma medicação apresenta eficácia comprovada para o tratamento da anorexia nervosa.

Já no caso de bulimia, além da psicoterapia, a orientação nutricional contribui para um aprendizado sobre formas mais adequadas de se alimentar a fim de evitar os episódios bulímicos, por exemplo. Alguns antidepressivos podem ajudar a reduzir os episódios de compulsão alimentar e, por consequência, a frequência dos vômitos provocados e outros comportamentos compensatórios.

Além da terapia, medicamentos e apoio psicológico, os doentes também precisam de acompanhamento nutricional, para apreenderem novos e saudáveis hábitos alimentares. Com o tratamento, orientação do nutricionista e a retomada da alimentação, os déficits de vitaminas e minerais podem ser diminuídos. Neste sentido, é importante procurar um profissional, devido à gravidade destas doenças e de seus impactos no organismo.