Alimentação na quarentena

Alimentação na quarentena



A pandemia ocasionada pelo novo Coronavírus (COVID-19) provocou a mudança de atitudes na população mundial. Evitar ao máximo sair de casa, lavar as mãos várias vezes ao dia e manter distância um do outro são apenas algumas das várias recomendações que a sociedade está seguindo durante o isolamento social. Contudo, algo que se necessita dar continuidade é o hábito da alimentação saudável. Com o prolongamento do período de quarentena, que nos restringe muito a movimentação, uma alimentação saudável e regrada certamente é um grande aliado vencer a quarentena da covid-19.

É importante, sobretudo, ingerir alimentos de alta densidade nutricional — aqueles que são ricos em vitaminas e minerais. Nesse quesito, entra a conhecida tríade fruta, verdura e legume. A lista é extensa e, em geral, vale tudo. No entanto, Bordin recomenda opções como laranja, abacaxi e ervas como a salsinha, ricas em vitamina C e em outros micronutrientes.

A restrição de academias e de exercícios físicos também altera a alimentação. Com o corpo parado, a preferência é dos alimentos de baixo índice glicêmico — aqueles que possuem carboidratos mais complexos, e que atingem a corrente sanguínea mais lentamente.

Fuja de saladas só com alface, tomate e cenoura e busque beterrabas, brócolis, couve-flor, vagem, abobrinha etc. A variedade de alimentos, embora já muito comentada, é ainda mais relevante no contexto atual, em que a imunidade está em primeiro plano. O objetivo é estar protegido. Comer de forma variada vai garantir um sistema imunológico bem equilibrado, mas isso não anula as possibilidades de se contaminar. As diferenças nas manifestações dos sintomas da Covid-19 estão diretamente ligadas à maneira de se alimentar. Caso o indivíduo se contamine, se tiver um sistema imune normal, bem abastecido de uma alimentação variada, ele vai estar mais protegido e apresentar menos efeitos colaterais agressivos da doença.

Quem vive o home office, sabe: dá muito mais vontade de "beliscar" alimentos gostosos no conforto da nossa casa, quando sabemos exatamente o que tem na geladeira. Por isso, a dica é tentar estabelecer um dia certo para as guloseimas, como o fim de semana ou, ao menos, limitar o consumo a apenas algumas vezes na rotina.

Para comer melhor e evitar o desperdício, faça um planejamento de refeições com o que tem em casa, usando os mesmos ingredientes para diferentes pratos e priorizando opções naturais. "Também vale usar o tempo para experimentar novas receitas e adicionar sabores novos à sua rotina alimentar.

A fim de evitar a tentação de comer excessivamente ao passar o tempo todo em casa, é recomendado fazer seis refeições por dia, independentemente da hora em que acordar: café da manhã, colação (refeição intermediária entre o desjejum e o almoço), almoço, lanche da tarde, janta e ceia, sem porções exageradas. Se a pessoa tiver essa prática como meta e fizer, de fato, uma divisão, ela consegue minimamente se coordenar dentro de casa.

Agora é hora de ter muito foco na alimentação porque as pessoas estão presas em casa, e confinamento é como sedentarismo. Isso significa que também temos que ter um olhar para a questão da obesidade