27 de setembro de 2016

Vitaminas e Minerais na Atividade Física






Vitaminas e minerais são fundamentais para quem pratica atividade física por participarem do metabolismo energético e por estarem envolvidos em processos celulares, como resposta imune, função antioxidante, contração muscular, assim como reparação e crescimento desse tecido. Os micronutrientes desempenham papel importante na produção de energia, na manutenção da massa óssea, no desenvolvimento adequado do sistema imunológico e na proteção contra os radicais livres. Em praticantes de atividade física auxiliam na síntese e recuperação muscular após o exercício físico. Nesses casos, como o exercício demanda adaptações do metabolismo, maior quantidade desses nutrientes é necessário, principalmente proveniente da alimentação.

As vitaminas atuam regulando as funções metabólicas e muitas delas, como o complexo B, exercem papel fundamental no metabolismo energético e sua deficiência pode prejudicar a performance dos atletas. Alem disso, algumas vitaminas, são capazes de neutralizar eventuais danos provocados por espécies reativas de oxigênio aos tecidos celulares e modular a função imune. Como exemplo, podemos citar a vitamina C, que além de ser necessária para síntese de colágeno e manutenção da saúde do tecido cartilaginoso, age como importante antioxidante no organismo, combatendo o excesso de radicais livres e evitando comprometimento dos treinos. Podemos citar também as vitaminas do Complexo B desempenham papel fundamental para manter as funções normais do organismo. Compreende diversas substâncias, com características e ações diferentes, mas com ação semelhante: manter a saúde, a tonicidade muscular e auxiliar as enzimas relacionadas ao metabolismo energético.

Os minerais são compostos inorgânicos, não sintetizados pelo organismo, essenciais a diversas funções, como controle do equilíbrio ácido-básico, proliferação de impulsos nervosos, contração muscular, entre outros. Sua ingestão em doses adequadas é essencial para o correto funcionamento do organismo e manutenção da performance.

O ferro é outro micronutriente fundamental que merece destaque, pois sua deficiência acomete bastante indivíduos atletas, sendo os grupos de maior risco: atletas do sexo feminino com grandes perdas durante o ciclo menstrual, atletas que seguem dietas com restrição calórica, corredores de longa distância que podem ter perdas de ferro gastrointestinais elevadas, atletas que treinam de forma intensa em clima quente e tem elevada transpiração e pessoas vegetarianas. No entanto, deve-se estar atento à possibilidade da “anemia do esporte”, que é uma “falsa” anemia decorrente do treino pesado, que gera aumento do volume sanguíneo com consequente hemodiluição, dando a falsa impressão de que há uma redução do ferro.

O cobre, por exemplo, é um mineral importantíssimo para o organismo, pois participa do metabolismo protéico, sintetiza RNA e melhora o aproveitamento do oxigênio pela célula, influenciando no ganho de massa muscular. Além disso, é um poderoso antioxidante que possui efeitos antiinflamatórios, estimula a função imune e aumenta os níveis plasmáticos de HDL-colesterol.

O status de zinco também pode afetar de forma significativa o desempenho, uma vez que esse mineral participa de reações que auxiliam o metabolismo anaeróbio das fibras musculares tipo II, facilita a respiração celular pela maior eliminação de CO2 das células, participa na síntese de proteína e atua no estoque e liberação de insulina. Seu papel antioxidante também está bem estabelecido, atuando na proteção de agrupamentos sulfidrila de proteínas de membranas celulares.

Por tudo isso, a nutrição adequada com acompanhamento profissional é indispensável, principalmente para indivíduos ativos.



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