24 de agosto de 2015

O carboidrato e a atividade física





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Para quem pratica atividade física regularmente o carboidrato é um dos nutrientes mais importantes na alimentação do praticante de atividade física. O motivo é que esse nutriente será responsável em aumentar seus estoques antes do exercício, fornecer energia durante o treino e também terá um papel fundamental no período de recuperação pós-treino.


O consumo antes do exercício físico é importante para manter adequados os níveis de glicogênio muscular e hepático (a massa muscular de um adulto armazena em média 450 g de carboidrato e o fígado, em média 70 g), preservando assim o rendimento do praticante durante e após a atividade física. A glicose que chega às células via corrente sanguínea vem desse estoque de glicogênio muscular e hepático.

Os estoques corporais de carboidratos são as maiores fontes energéticas para o trabalho muscular de baixa intensidade (aquele que consome abaixo de 70% do volume de oxigênio máximo, o VO2 max): 50% da energia necessária para esse tipo de exercício vem de carboidratos e o restante, de proteínas e gordura. Já em exercícios com intensidade igual ou superior a 70% do VO2 max, a proporção de carboidratos em relação aos outros macronutrientes é ainda maior. A intensidade, duração, treinamento e a própria dieta interferem na utilização do carboidrato durante a atividade física.

Para permitir tempo suficiente para digestão e absorção dos alimentos, prover quantidade adicional de glicogênio e glicose sanguínea e ainda evitar a sensação de fome recomenda-se o consumo de 200 a 300 g de carboidrato (1 a 3 horas antes) de baixo índice glicêmico - indicador baseado na ingestão do carboidrato de um dado alimento elevar os níveis de glicose sanguínea pós-prandial, comparado com um alimento referencia, a glicose ou o pão branco. Ex.:frutose, amendoim, feijão de soja, lentilha, pêra, damasco, maçã, leite desnatado etc.

Se houver algum alimento no estômago durante a realização da atividade física, o praticante pode se sentir nauseado, devido ao desvio do fluxo sanguíneo do trato gastrintestinal, responsável pela digestão, para os músculos.

O jejum não é recomendado antes da atividade física, pois os estoques de glicogênio hepático diminuem em cerca de 80%, podendo prejudicar o desempenho do esportista, principalmente daqueles que dependem da glicose sanguíneo, que são os que treinam ou competem em atividades de longa duração.


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