11 de julho de 2013

Como driblar a fome e manter a silhueta no inverno




No inverno, é comum sofrer com o aumento dos ponteiros da balança Foto: Getty Images

O Brasil não tem invernos tão rigorosos quanto os países cujas temperaturas caem a menos zero grau, mas é só baixar a temperatura que todo mundo sente. E começam também as tentações: fondue, massas, queijos, carnes gordurosas e vinhos, que combinam perfeitamente com a estação fria. Nesse clima é comum sentir a sensação de fome aumentar e a disposição para atividades físicas diminuir. Uma combinação bombástica, que costuma resultar em quilos a mais quando os casacos voltam ao armário dando lugar aos biquínis.

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Para evitar zíperes que não sobem e botões que não fecham, o jeito é driblar as tentações que estragam a silhueta. Uma delas está relacionada à escolha de alimentos. Segundo o endocrinologista e nutrólogo João César Castro Soares, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), no inverno há dois fatores que contribuem para o aumento da vontade de comer: fisiológico e cultural

No primeiro caso, o cérebro começa a liberar substâncias para combater o frio e manter a temperatura corporal em níveis normais, em torno de 36º C. "Com isso, o metabolismo fica mais acelerado para manter o calor do corpo, o que demanda mais energia e gera o aumento da sensação de fome", explica. Dependendo do grau de frio, esse aumento pode chegar a 20% do gasto calórico para manter a termorregulação. O segundo fator é cultural: é comum ver restaurantes que oferecerem comidas e bebidas típicas de inverno, mais pesadas e calóricas, como os irresistíveis festivais de fondues e de queijo e vinho ou o famoso chocolate quente.

A raiz dessa busca por alimentos mais calóricos no tempo frio está na adaptação do corpo ao meio ambiente. No verão, como temos mais sede e menos fome, a preferência é por alimentos frescos (frutas, verduras, água e sucos) para refrescar e compensar a transpiração. No inverno, os alimentos ricos em gorduras e carboidratos demoram mais para fazer a digestão, o que resulta na sensação de saciedade por mais tempo. "Além disso, existe uma relação emocional com a comida. As saladas, por exemplo, são frias para se comer no frio, por isso as pessoas buscam alimentos quentes, que trazem aconchego e prazer", diz Soares.



Preguiça de inverno

Sair da cama cedo no inverno é mais difícil, disso ninguém discorda. Mas, se a intenção é se deliciar com as comidas típicas dessa estação, é preciso aumentar a prática de exercícios para queimar as calorias em excesso. Quem avisa é o personal trainer Vinícius Dias, da academia Bio Ritmo, de São Paulo. "Se aumentar a quantidade da comida e diminuir a atividade física, o resultado pode ser quilos a mais", afirma.

O jeito é espantar e preguiça e se mexer. "O segredo é a persistência. Mesmo naqueles dias chuvosos e frios, não deixe de se exercitar. Só assim você vai conseguir queimar as calorias que ingeriu a mais", diz. Sua dica é praticar exercícios com um amigo ou familiar, pois um estimula o outro. Essa prática é comprovada pela entidade norte-americana IHRSA (International Health, Racquet e Sportsclub Association), instituição voltada para saúde e fitness, que realizou estudos demonstrando o aumento da atividade física quando realizada com um ou mais companheiros.



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