10 de abril de 2018

14:46

Importância da atividade física no controle da glicemia



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A atividade física é indispensável no tratamento do diabetes (5). A pratica de atividades regulares auxilia no controle da glicemia, reduz a resistência à insulina (12), hemoglobina glicosilada (13), resistência vascular periférica (14), risco de doenças cardíacas (15), pressão arterial (16), níveis de colesterol no sangue (17), auxilia na perda e manutenção do peso, aumenta a vascularização periférica e o gasto energético de repouso (18).

Recomenda-se para o diabético acumular pelo menos 1000kcal diárias em atividades aeróbias. O diabético deve manter controle da glicemia todos os dias, desta forma recomenda-se o a pratica de atividades físicas todos os dias da semana, com intensidade inferior a 70% do VO2máx., por pelo monos 30 minutos diários (18).

Diversos estudos tem verificado a importância da atividade física no controle glicêmico no diabético e manejo de complicações advindas do diabetes (12,15,17,19).

Em um estudo com 26 pacientes, Fritz et al. (16) observaram que a realização de 45 minutos de atividades 3 vezes por semana reduziram as concentrações plasmáticas de lipídios, a pressão arterial e o IMC (Índice de Massa Corpórea). Em pessoas idosas, reduziu o total de gordura e a gordura abdominal e menor risco de doença cardiovascular (17).

Em um programa de aconselhamento sobre atividade física com duração de 12 meses, Kirk et al. (19) observaram que o grupo de diabéticos que foi acompanhado por profissionais aumentou significativamente as atividades físicas diárias. Entretanto, o autor não apresenta benefícios advindos do aumento das atividades habituais no grupo acompanhado.

Já o estudo de Christ-Roberts et al. (20) verificaram que 8 semanas de exercício aeróbico aumentam significativamente a expressão do GLUT-4 em pacientes obesos diabéticos. Por outro lado, este período não foi suficiente para reduzir a resistência à insulina.

Como observado nos dois estudos anteriores, os resultados benéficos na saúde do diabético tendem a aparecer em curto espaço de tempo. Brekke et al. (21) observaram que 16 semanas após modificarem os hábitos de atividade física um grupo de 71 diabéticos do tipo II reduziu os níveis de colesterol total, LDL, e CC. Yokoyama et al. (22) observaram que o exercício aeróbico por 3 semanas reduziu a significativamente a pressão arterial de diabéticos.

O exercício pode auxiliar no manejo de co-morbidades associadas ao diabetes. Febraio et al. (23) observaram que 25 minutos de exercício aeróbico reduzem significativamente a liberação do TNF-α. Demonstrando ser o exercício um fator de proteção contra a aterosclerose e problemas cardiovasculares. Revisando sobre o exercício e a proteção cardiovascular em diabéticos, Li et al. (15) ressaltam que a atividade física pode ser um tratamento não farmacológico para problemas cardíacos em diabéticos, uma vez através da atividade física o paciente pode controlar a glicemia e os lipídios plasmáticos. Por outro lado, em algumas situações o exercício deve ser evitado por diabéticos. Em situações de hiperglicemia o exercício pode precipitar a angina e o infarto do miocárdio. Diabéticos com avançado grau de neuropatia podem desenvolver arritmia cardíaca durante o exercício. Antes de se iniciar um programa de atividade física o diabético deve verificar se apresentam ecocardiograma normal.

Em relação à natureza do exercício, atividades de caráter aeróbico tem sido as mais estudadas. Dentre os efeitos benéficos do exercício aeróbico podemos citar o aumento do Vo2máx (25), aumento da vascularização periférica e maior expressão do GLUT4 (20). Já o exercício de caráter anaeróbico tem sido associado ao aumento da taxa metabólica basal, melhora no controle glicêmico e resistência à insulina, advindo do ganho de massa magra (25). Testando a combinação dos dois exercícios em um modelo de circuito (exercício de força combinado com intervalo aeróbico durante 8 semanas), Maiorana et al. (26) verificaram aumento na massa muscular, Vo2máx, tempo total de atividade, redução dos níveis de hemoglobina glicosilada, glicemia de jejum e percentual de gordura. Este estudo demonstrou que os ganhos advindos das atividades aeróbicas e anaeróbicas podem ser combinados em um único programa.

Em relação à intensidade do exercício, maiores cuidados devem ser tomados com o diabético do tipo. De acordo com Hopkins (27), no exercício de alta intensidade aumenta-se a demanda de energia advinda dos carboidratos, como diabéticos do tipo I apresentam menores estoques de carboidratos corporais, o exercício em alta intensidade poderia levá-lo rapidamente a um quadro de hipoglicemia.

Além da intensidade do exercício, outro fator que deve ser controlado é a infusão de insulina antes do exercício. Como o exercício tende a reduzir os níveis de glicemia no sangue, recomenda-se a reduzir a insulina aplicada antes do exercício a fim de se evitar a instalação da hipoglicemia durante a atividade física (28). Para se fazer o ajuste na quantidade de insulina aplicada deve-se levar em conta o tipo de insulina. Comparando a infusão de insulina rápida em relação à insulina normal, Yamakita et al. (29) observaram que a insulina de ação rápida, associada ao exercício aeróbico subseqüente, induz a hipoglicemia mais rapidamente em relação à insulina normal. Deve-se ressaltar que a carga de carboidratos ingerida antes do exercício foi de 9kcal/kg de peso corporal. Caso a refeição pré-exercício apresente concentração diferente de carboidratos, as respostas podem variar em relação às obtidas por estes pesquisadores.

As recomendações dietéticas, prescrições de exercício e infusão de insulina pré-exercício devem ser ajustadas dia a dia. Não existe uma formula geral para tratamento, cada diabético responde diferentemente aos diversos estímulos ambientais. Nota-se que diabéticos não-insulino dependentes suportam níveis elevados de glicemia em repouso próximos a 200mg/dL, entretanto quando submetidos ao exercício estes valores declinam para 100mg/dL (30).

Como observado neste estudo, a dieta balanceada e a atividade física regular são fundamentais para o sucesso no tratamento do diabetes. Por mais minucioso que seja o trabalho desenvolvido pelos profissionais, dificilmente os resultados serão alcançados quando o próprio paciente não se conscientiza sobre a importância em se adotar hábitos de vida saudáveis para o sucesso do tratamento. Persell et al. (31) observaram em 670 diabéticos que, o auto-conhecimento sobre a doença auxilia no seguimento das orientações dietéticas, na manutenção da atividade física planificada. Neste estudo o conhecimento do paciente foi positivamente relacionado ao controle da glicemia sanguínea.

Fonte

3 de abril de 2018

16:24

9 dicas básicas e práticas para perder peso

Resultado de imagem para perder peso


Não é segredo que o excesso de peso e a obesidade se tornaram um grave problema de saúde pública em muitos países.Por exemplo, nos Estados Unidos, a obesidade é considerada uma epidemia que causa cerca de 400 mil mortes por ano e custa à economia mais de US$ 123 bilhões.

Mas o que podemos fazer para resolver o problema? Confira algumas dicas básicas e práticas para perder os quilos extras.

A primeira coisa é entender que o excesso de peso e a obesidade decorrem do consumo excessivo de calorias. Em média, o corpo necessita de 2.000 calorias por dia para realizar suas funções básicas.

1. Leia atentamente os rótulos com as informações nutricionais de cada produto e escolha os que contiverem a menor quantidade de calorias por porção.

2. Tente consumir produtos com baixo teor de gorduras saturadas, carboidratos e açúcar, mas ricos em proteínas.

3. É recomendável mastigar ao menos dez vezes cada porção e comer devagar para acelerar a sensação de saciedade.

4. Não é aconselhável passar longos períodos de tempo sem se alimentar. Recomenda-se comer pelo menos 5 vezes por dia, mas porções pequenas que não excedam o total de calorias diárias recomendadas pelo nutricionista. Isso ajuda a acelerar o metabolismo e a queimar gordura mais rapidamente.

5. Pratique atividades físicas pelo menos quatro vezes por semana por pelo menos 30 minutos. Antes de iniciar um programa de exercícios, consulte seu médico para saber qual é o exercício mais indicado para seu estado de saúde e condição física.

6. Coma alimentos com baixo teor de sódio para limitar a ingestão de sal. Cerca de 70% do nosso peso corporal é composto por água, e consumir alimentos ricos em sódio aumenta a retenção de líquidos.

7. Tome de 2,5 a 3 litros de água por dia e limite o consumo de refrigerantes e doces. Ela também ajuda a eliminar as toxinas do corpo.

8. Consuma frutas, de preferência cruas e frescas, com o estômago vazio, sem combiná-las com outros alimentos. Espere de 20 a 30 minutos antes de comer outro tipo de alimento.

9. Evite ao máximo consumir alimentos antes de dormir, sobretudo os ricos em gorduras, carboidratos e açúcares.

Lembre-se de que o corpo é uma máquina perfeita e não necessita de grandes quantidades de alimento para funcionar.

19 de fevereiro de 2018

10:02

Abordagens da Nutrição Espotiva

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Nos últimos anos, tem ocorrido um aumento considerável do número de pessoas que praticam atividades físicas, como a musculação, a corrida de rua, a caminhada ou a dança, por exemplo. Em alguns casos, essas atividades passam a fazer parte da rotina dessas pessoas, transformando-se em hobbies ou mesmo fazendo com que o praticante se torne um atleta amador ou profissional.

Esse cenário tem evidenciado ainda mais a nutrição esportiva. Ao contrário dos outros tipos de abordagens nutricionais, ela não tem como foco principal a perda de peso, mas sim a melhoria do desempenho no esporte e nas atividades físicas.

Para aumentar a massa muscular, por exemplo, são necessárias mais calorias do que se gasta. Mas, não qualquer caloria. Para o processo de construção do músculo - chamado de síntese muscular - é necessário mais proteína no cardápio, sem esquecer do carboidrato. 'Em alguns casos, dependendo da intensidade do treino, é necessário até duas vezes mais proteína do que para uma pessoa sedentária

O processo de hipertrofia muscular, ou crescimento do músculo, funciona com estímulos como o da musculação, por exemplo. Ao levantar peso as fibras musculares se rompem, para depois, nas próximas 24 a 48 horas, acontecer o processo inverso, o músculo voltar a se formar, desta vez um pouco maior. Para isso, o organismo precisa de proteína, e de carboidrato, para garantir a energia para esse trabalho.

Logo após o treino, o pico de absorção de carboidrato e proteína é maior, período que deve ser aproveitado por quem se interessa em ganhar músculos. O suplemento pode ser incorporado à dieta, desde que de forma adequada. 'Neste caso, em que se quer aproveitar o momento logo após o treino, o uso de suplemento é interessante pela praticidade, pois é muito mais fácil de levar à academia, do que um lanche, por exemplo.

A abordagem da nutrição esportiva é realizada de acordo com a modalidade e o objetivo pretendido, ou seja, aumento da força, aumento da massa muscular, melhoria da saúde, entre outros.

Assim, na hora de montar o planejamento alimentar do paciente em questão, o nutricionista leva em consideração as características físicas e clínicas do atleta, a fisiologia e a bioquímica do esporte praticado, o treinamento esportivo que é desenvolvido por ele e os parâmetros nutricionais exigidos por suas atividades.


8 de janeiro de 2018

09:17

Cuidados com a alimentação no verão



Os perigos dos alimentos nessa época estão relacionados principalmente ao fato de as temperaturas estarem altas, em geral superiores a 30ºC.

Produtos altamente perecíveis como, por exemplo, peixes, maionese, saladas com molhos, carnes e lácteos, se não forem acondicionados em ambiente refrigerado, ao redor de 3º a 4ºC, podem sofrer contaminação e levar a distúrbios gastrintestinais ou algo mais grave.

É recomendável ter especial atenção com os sucos preparados à beira-mar. É preciso verificar as condições de higiene do local, qual é a água que está sendo usada, qual é o aspecto do gelo e as condições de acondicionamento das frutas.

Na hora de comer, é melhor evitar espetinhos de camarão fritos. O ideal é levar de casa frutas como maçã, banana, abacaxi ou sanduíches preparados com cuidado pelo próprio consumidor, mais 'secos'. Também deve-se tomar bastante líquido, água de boa qualidade. Se ingerir bebida alcoólica, é importante entremear com muita água e alguma comida.

E no caso do álcool,   é preciso tomar um cuidado extra. Tenho visto pessoas que à beira-mar tomam muita bebida alcoólica e saem nadando 'para tirar o álcool. Nada mais perigoso, pois neste caso o fígado tem dificuldade de liberar glicose para um esforço físico grande. Além disso, até o resgate fica difícil, pois os amigos pensam que é brincadeira. O resultado são inúmeros casos de afogamento.

30 de dezembro de 2017

20:12

O que comer antes e depois da atividade física?

O que comer antes e depois da atividade física?

Essa é uma dúvida bastante recorrente quando um indivíduo começa a frequentar uma academia. O que comer antes e depois do treino?

O objetivo de uma refeição antes do exercício é fazer com que o praticante de atividade física não se sinta fraco e tenha energia durante a atividade. O equilíbrio é o segredo, o indicado é nem o jejum, nem o estômago cheio. Nesses dois casos, pode ocorrer a diminuição do desempenho e problemas como indigestão.

O consumo de carboidratos em quantidades suficientes antes do exercício confere energia para a atividade, sem pesar no estômago.

A ingestão de frutas como laranja, banana, maçã e pera antes do exercício é indicada. Outra questão frequente é sobre o intervalo entre a refeição e o exercício. Esse tempo precisa ser suficiente para o alimento ser digerido e absorvido, evitando o desconforto gástrico e garantindo energia para os músculos. Uma alimentação fracionada e com horários adaptados à atividade física é importante para não faltar energia na hora do treino.

A ingestão proteica deve acontecer preferencialmente após o exercício, associado a uma fonte de carboidrato. Isso para garantir a regeneração e recuperação muscular. O consumo de alimentos proteicos, como ovo, carnes, leite e derivados são indicados após o treino. A suplementação de proteínas pode ser indicada em alguns casos quando a ingestão a partir de alimentos não estiver adequada. Sempre com orientação de um profissional, ressalta a nutricionista.

Algumas pessoas têm o hábito de ficar sem se alimentar após a sessão de exercícios, acreditando que essa é a melhor forma para atingir o emagrecimento. Porém, a refeição pós-treino é uma das mais importantes do dia. É ela que auxiliará diretamente na recuperação rápida e eficiente, ajudando a atingir os objetivos da atividade física. Uma ingestão de carboidratos e proteínas após o exercício como pão integral com atum, carne magra com batatas ou mesmo macarrão integral, peito de frango com arroz e legumes. É importante a ingestão de água a qualquer momento do dia, antes, durante e depois dos exercícios. É importante também se hidratar para o corpo manter a temperatura equilibrada.

12 de dezembro de 2017

01:18

Termogênicos: suplementos que te ajudarão a ficar em forma.

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Com a chegada do verão aumenta a busca por um corpo mais magro e saudável, as academias voltam a ficar cheias e muitas pessoas recorrem aos suplementos como auxiliares para atingir os objetivos.

No caso da perda de peso os suplementos termogênicos podem auxiliar nos resultados quando associados a uma alimentação balanceada e ao treino frequente e orientado.

Os termogênicos são suplementos alimentares que aumentam a taxa metabólica basal, fazendo com que o corpo gaste mais energia mesmo que para realizar funções básicas como batimento cardíaco e contração muscular, e é esse aumento no gasto calórico que ajuda no processo de emagrecimento.

Normalmente em sua composição temos guaraná, chá verde e laranja amarga que são ingredientes de ação termogênica.

O guaraná e o chá verde são fontes de cafeína, um alcaloide, que funciona como estimulante do sistema nervoso central. Seu uso antes do treino aumenta a disposição e diminui a fadiga o que favorece a pratica de atividade por mais tempo e com melhor desempenho. Estudos também mostram que a cafeína melhora a mobilização e uso da gordura nos adipócitos.

A laranja amarga (citrus aurantium), que tem sido usado há muito tempo pela medicina tradicional chinesa como inibidor de apetite e emagrecedor, é rica em sinefrina um potente estimulante do sistema nervoso central

À sinefrina é atribuído o papel de estimulação da lipólise, que é a degradação das gorduras e para a geração de energia, daí seu papel como coadjuvante no emagrecimento.

Além dos suplementos alimentos como a pimenta, o gengibre e a canela também podem ser incluídos no cardápio de quem busca a perda de peso.

Fonte: Flavia Morais – nutricionista Mundo Verde franquia

Publicado em 10/01/13 e revisado em 12/12/17

1 de novembro de 2017

09:36

Busca por perda de peso pode causar distúrbio



Em busca de um corpo perfeito, de acordo com os padrões estéticos aceitos e impostos atualmente pela sociedade, muitas pessoas fazem de tudo, como encarar dietas muito restritivas e exagerar nos exercícios físicos. Com o objetivo de emagrecer a qualquer custo, esses indivíduos, principalmente mulheres, acabam desenvolvendo alguns distúrbios alimentares, como a anorexia e a bulimia, doenças sérias que precisam de acompanhamento e tratamento médico.

Conheça o Workshop sobre Emagrecimento do Ciência na Prática.

As duas doenças, apesar de terem o emagrecimento como objetivo, apresentam diferenças entre si. A anorexia nervosa é a distorção de imagem corporal, ou seja, o paciente enxerga-se acima do peso mesmo estando magro ou até abaixo do peso mínimo recomendado para sua altura e estrutura óssea. Assim, apresenta recusa em se alimentar e medo de ganhar peso. Já a bulimia nervosa é caracterizada por crises bulímicas ou episódios de compulsão alimentar, em que as pessoas ingerem grandes quantidades de alimento em curto espaço de tempo e, depois da compulsão, têm comportamentos compensatórios: provocam vômitos, utilizam laxantes, diuréticos ou fazem jejuns e exercícios físicos em excesso.

Mesmo que de formas diferentes, tanto a anorexia como a bulimia afetam o organismo. A anorexia, em estágios mais avançados, pode levar à desnutrição e várias complicações associadas a esta condição, como alterações de pele, queda de cabelo, atrofia muscular, alterações de ritmo cardíaco, anemia, osteoporose, entre outras. A bulimia, quando há vômitos provocados, pode causar alterações do equilíbrio de sais (como cloro e potássio), gastrite, esofagite, alterações de pele, cáries dentárias. A anorexia e a bulimia hoje afetam principalmente as mulheres (em especial as mais jovens), sendo que elas representam 90% dos casos.

Causas

A anorexia e a bulimia são transtornos alimentares provocados por causas diversas como influência da cultura da magreza, aspectos genéticos, contexto familiar e também histórico de compulsões e de outros vícios na família. Sob o aspecto psicológico, ela afirma que o tratamento da anorexia costuma ser mais longo e difícil. Quem tem anorexia se acha gorda e tem uma distorção da autoimagem. Estas pacientes geralmente não querem ajuda, elas acham um absurdo ter que comer e querem ser extremamente magras. Já quem sofre com bulimia costuma aceitar que não está bem e que precisa de tratamento.

Diagnóstico e tratamento complexos

O diagnóstico da anorexia e bulimia nem sempre é fácil. Estes transtornos interferem na percepção do apetite, do peso, da imagem corporal e nos hábitos alimentares, levando a marcantes prejuízos psicológicos, sociais e aumento de mortalidade. Além da avaliação física e psicológica, os médicos utilizam o cálculo do índice de massa corporal (IMC) no auxílio ao diagnóstico, principalmente da anorexia.

Os tratamentos destas doenças requerem apoio de uma equipe multidisciplinar, que deve incluir psiquiatra, psicólogo, clínico, endocrinologista e nutricionista. Deve-se abordar a desnutrição com os recursos médicos necessários. Em quadros mais graves, o internamento é fundamental para proteger a vida do paciente. Algumas medicações podem ajudar no tratamento de doenças associadas, como depressão, transtorno bipolar e ansiedade. No entanto, segundo ele, nenhuma medicação apresenta eficácia comprovada para o tratamento da anorexia nervosa.

Já no caso de bulimia, além da psicoterapia, a orientação nutricional contribui para um aprendizado sobre formas mais adequadas de se alimentar a fim de evitar os episódios bulímicos, por exemplo. Alguns antidepressivos podem ajudar a reduzir os episódios de compulsão alimentar e, por consequência, a frequência dos vômitos provocados e outros comportamentos compensatórios.

Além da terapia, medicamentos e apoio psicológico, os doentes também precisam de acompanhamento nutricional, para apreenderem novos e saudáveis hábitos alimentares. Com o tratamento, orientação do nutricionista e a retomada da alimentação, os déficits de vitaminas e minerais podem ser diminuídos. Neste sentido, é importante procurar um profissional, devido à gravidade destas doenças e de seus impactos no organismo.

Conheça o Workshop sobre Emagrecimento do Ciência na Prática. 
08:38

Problema postural depois do emagrecimento rápido


Emagrecer rápido pode comprometer a saúde da coluna Jessé Giotti/Agencia RBS
 
Restringir a dieta e optar por alimentos menos calóricos é uma medida tomada por muitas pessoas que desejam obter o emagrecimento em curto período. Muitas vezes o cardápio é combinado ainda com inibidores de apetite, laxantes e diuréticos para conseguir chegar ao peso pretendido. O problema é que essas atitudes podem contribuir para o conhecido efeito sanfona e comprometer a saúde da coluna.

Conheça o Workshop sobre Emagrecimento do Ciência na Prática. 

A flacidez abdominal decorrente da perda de peso em curto prazo deixa a coluna cervical desprotegida. E, devido à falta de força dos músculos abdominais, as costas não recebem o aporte necessário para a sua sustentação, o que favorece uma modificação do centro de gravidade corporal, gerando uma sobrecarga na lombar. Isso leva a um desgaste das articulações e pode gerar artrose ou hérnia de disco.

Músculos perdem o tônus, ou seja, perdem a sua rigidez, eles se retraem e ficam menores. Outra consequência da aquisição de regimes restritivos é que eles contribuem para a perda de cálcio e porosidade do osso, deixando a coluna vertebral propícia a traumas. Por este motivo, o ideal é buscar ajuda de um especialista antes de recorrer a qualquer tipo de dieta .

Além da coluna, as articulações do corpo também padecem com a carga da força da gravidade. Sendo que as dos membros inferiores são as mais prejudicadas, entre elas, as articulações do quadril e dos joelhos.Fortalecer a musculatura da barriga e manter a região abdominal contraída durante a realização de exercícios físicos, já que essa musculatura serve para realizar alguns movimentos de tronco, segurar as vísceras abdominais e, obviamente, para estabilizar a coluna enquanto a pelve e os membros se movem.

Confira outras medidas preventivas:

- Ao amarrar os sapatos, sente-se e cruze as pernas.
- Ao transportar objetos muito pesados evite flexionar a coluna. O indicado é dobrar os joelhos e usar a força das pernas para empurrar ou levantar o artefato.
- No trabalho, mantenha uma boa postura ao sentar. Para isso, utilize cadeiras com encosto e coloque os pés apoiados em um suporte para pés, que ajuda a evitar sobrecarga na coluna.
- Tenha uma alimentação balanceada e evite o sobrepeso.
- Realize atividades físicas, pois elas ajudam a fortalecer a região lombar.

18 de outubro de 2017

18:19

Nutrição Funcional na Estética - Apostila online



Nutrição Funcional na Estética tem como objetivo mostrar a influência dos alimentos nas desordens estéticas. Você aprenderá a preparar receitas com nutrientes que combatem acne, celulite, flacidez, gordura localizada, manchas, rugas e melhoram a pele, o cabelo e as unhas.

Receitas isentas de: glúten, lácteos, carnes, açúcar refinado e a maioria sem ovos (veganas).

24 páginas.

Autor: Nutricionista Gabriela Zanatta Port

Aviso Legal: esta é uma apostila de receitas com dicas de nutrição que tem como objetivo facilitar a organização alimentar, não substitui orientação profissional e não promete resultados de saúde e/ou estéticos.

O acompanhamento com nutricionista é fundamental para qualquer tipo de orientação nutricional e o acompanhamento com médico para orientações de saúde.


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Criado por   Gabriela Zanatta Port

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